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Ação sobre propaganda de André em ônibus já dura 8 anos

Por Marta Ferreira e Nyelder Rodrigues | 10/09/2020 06:00
Ônibus escolares foram adesivados com propaganda do governo de MS e não do programa federal do qual faziam parte. (Foto: Arquivo)
Ônibus escolares foram adesivados com propaganda do governo de MS e não do programa federal do qual faziam parte. (Foto: Arquivo)

Lento – Quase oito anos depois da entrega de 300 ônibus para o governo de Mato Grosso do Sul pela União, agora que começa a entrar na fase final o processo movido contra o ex-governador André Puccinelli (MDB), a ex-secretária de educação e Maria Nilene Badeca, e a empresária Guiomar Archondo. Os três são acusados de improbidade administrativa, em razão da adesivagem dos ônibus escolares com propaganda para o governo estadual, principalmente para Puccinelli.

Devolução – Na ação, o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) cobra o ressarcimento de de R$ 109 mil, gastos para nova adesivagem dos veículos, para identificar corretamente que faziam parte do programa federal “Caminho da Escola”. O valor, hoje, já está perto dos R$ 200 mil, se aplicada correção monetária.

Andamento – No processo, que foi aberto em 2015, mas só teve a denúncia acatada em 2017, é possível ver que a promotoria apresentou suas alegações finais, repetindo as razões para a condenação dos envolvidos. Os réus ainda não apresentaram essa documentação, que antecede ao julgamento final.

Justificativa – Nas defesas previamente apresentadas, a alegação é de que o governo federal doou os ônibus para Mato Grosso do Sul como compensação pelos valores investidos na ponte sobre o Rio Paraguai. O  MPMS diz que isso não foi comprovado em nenhum momento.

Ele sim - O MDB veio a público ontem assegurar que seu candidato a prefeito de Campo Grande é o deputado estadual Márcio Fernandes. Foi uma resposta o partido à ventilação de que André Puccinelli, ex-prefeito por duas vezes, poderia encabeçar a chapa.

Reflexivo - O ex-ministro Carlos Marun, que passou recentemente pelo incômodo da covid-19, aproveitou o momento de reclusão para lembrar da polêmica indicação ao conselho da Itaipu Binacional. Falou, também, sobre um possível retorno às urnas.

Vibração - Além de mostrar que não esqueceu dos que, segundo ele, comemoraram a suspensão de sua nomeação pela Justiça - derrubada posteriormente e concretizada por Bolsonaro -, ele ainda diz que sua presença na Itaipu permite trabalhar pela Rota Bioceânica. O projeto é considerado essencial para encurtar o caminho das exportações sul-mato-grossenses.

Filosofia- "Eu, na verdade, só estou pensando em voltar a disputar eleições quando fatos voltarem a ser importantes", escreveu. "Hoje parece que o que vale são as versões e versão qualquer um que possui um celular pode ter e divulgar a sua...", encerrou o ex-ministro.

Setembro Amarelo – Lei sancionada nesta quarta-feira (9) determina a afixação em locais de grande circulação de cartaz com o telefone do GAV (Grupo de Amor Vida), de prevenção ao suicídio. A norma chega no mês dedicado ao tema.

Medidas – Conforme a legislação, o cartaz deve ser pelo menos do tamanho de uma folha de papel A4, o conhecido sulfite. Deve conter, ainda, o dizer “GAV. Como vai você? Também devem ser impressos os números de telefone: (67) 3383-4112, (67) 99266-6560 (Claro), (67) 99644-4141 (Vivo)”.



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