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Apelações adiam júri de réus pela execução por engano de Matheus

Por Marta Ferreira e Leonardo Rocha | 01/10/2020 06:00
Matheus Coutinho Xavier foi morto no lugar do pai, em abril de 2019. (Foto: Reprodução das Redes Sociais)
Matheus Coutinho Xavier foi morto no lugar do pai, em abril de 2019. (Foto: Reprodução das Redes Sociais)

Sem data - Foi retirado da pauta de julgamentos do Tribunal do Júri em Campo Grande o caso envolvendo a morte de Matheus Coutinho Xavier, que estava marcado para 28 de outubro. Seria o primeiro julgamento derivado da “Operação Omertà”, dedicada a investigar milícia armada em Campo Grande.

Causa - A data havia sido marcada em agosto passado, mas diante dos recursos das defesas dos quatro réus levados a júri e também da acusação, houve a mudança. Isso porque não haverá tempo hábil para a apreciação das apelações criminais.

Questionamento – O empresário Jamil Name, 81 anos, apontado como o contratante da morte do pai de Matheus, o policial militar Paulo Roberto Teixeira Xavier, que acabou vitimando o estudante, é um dos réus. A defesa dele apresentou recurso afirmando não haver provas contra o cliente, assim como o policial civil Vladenilson Olmedo e o ex-guarda Marcelo Rios, também acusados.

Esperamos que o TJMS [Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul] reconheça que existem graves vícios na fase de investigação e caso seja enfrentando o mérito da acusação confiamos na absoluta ausência de provas em desfavor de Jamil Name", afirma o advogado de Name, Tiago Bunning.

"Sabia sim" – Os promotores responsáveis pela acusação, de outro lado, mantém a denúncia e querem reformar a decisão  inocentado de participação na morte Eurico dos Santos Mota, de 29 anos. Acusado de ser o hacker que levantou informações em tempo real para a execução ocorrida em abril do ano passado, Mota tinha conhecimento dos planos criminosos, segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul).

Seria pior- O secretário municipal de Saúde, José Mauro Filho, disse durante audiência na Câmara Municipal que se não fossem as medidas restritivas e ações de saúde pública, o número de mortes em Campo Grande seria muito maior devido ao novo coronavírus. Até ontem, eram 560 óbitos.

Investimentos – José Mauro repetiu que a contratação de profissionais e ampliação da estrutura de saúde foi um dos, fatores que evitaram tragédia maior. “Assim como convênios com hospitais privados”.

Cobertura – Segundo ele, essas providências garantiram tratamento às vítimas da  doença, mais de 30 mil na cidade. Lembrou que cidade não ficou “nem um dia” sem leitos para receber pacientes, como ocorreu em outros lugares.

Sem atraso - Sobre a Santa Casa de Campo Grande e a eterna situação de crise, José Mauro garante que todos os repasses da prefeitura estão em dia. “Houve até aditivos nos últimos meses devido à assistência a pacientes com covid”, comentou.

Excluído – Alvo de quatro indiciamentos por assediar e importunar sexualmente pacientes e colegas de trabalho, o médico Salvador Walter Lopes de Arruda, 67 anos, foi comunicado pela Cassems de seu desligamento “imotivado”.

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