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Após briga com chefe, delegada “ganha” plantões extras

Por Geisy Garnes, Anahi Zurutuza e Nyelder Rodrigues | 10/11/2021 06:00
Daniella Kades é atualmente titular da Deaij. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)
Daniella Kades é atualmente titular da Deaij. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

Transparente – Depois que os áudios da briga entre o atual delegado-geral, Adriano Garcia Geraldo, e delegada Daniella Kades de Oliveira Garcia foram divulgados, o procedimento administrativo por insubordinação instaurado pelo chefe da Polícia Civil de Mato Grosso do Sul contra a colega ganhou ares de “transparência”.

Incompetência – Nesta terça-feira, a Sejusp (Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública) garantiu que caso seja considerada culpada, Kades não receberá punição pelas mãos do próprio chefe, como manda os regimentos internos. Por ser parte no procedimento, Adriano será considerado incompetente para aplicar a sentença.

Pressão – Enquanto isso, a delegada segue sendo pressionada pelos superiores. Informações de pessoas próximas a Kades apontam que ela está recebendo uma “fiscalização extra”, com perguntas frequentes sobre os inquéritos policiais que estão sob sua responsabilidade e a escalação frequente para plantões nas delegacias 24 horas. Na madrugada de ontem (9) mesmo, esteve à frente da Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher), mesmo sendo delegada-adjunta da Deaij (Delegacia Especializada de Atendimento à Infância e Juventude).

Hora extra – Convocações para plantões extras estão na lista de reclamações contra a administração de Adriano Garcia na Polícia Civil de Mato Grosso do Sul. Delegados das especializadas e das delegacias de área estão sendo “convocados” para assumir as unidades 24 horas de Campo Grande (Depac Centro, Depac Cepol e Deam) por pelo menos 12 horas, mesmo com expediente normal no dia seguinte.

Deu Zebra – Em sua quinta fase, a Operação Deu Zebra, que caça nas ruas da cidade vendedores de cartelas do jogo do bicho, também são alvos de reprovação dentro da corporação. As ações para “enxugar gelo” estão retirando efetivo das unidades que deveriam estar à frente de investigações de outros crimes: roubos, homicídios e furtos. Por conta disso, o atraso nas apurações se torna cada vez mais frequente.

Nem aí – O ex-governador André Puccinelli (MDB) parece não ter dado muita importância nas duas baixas que seu projeto político sofreu nesta semana: a ida do correligionário Eduardo Rocha para o Governo do Estado para que Paulo Duarte assuma a vaga na bancada do MDB na Assembleia Legislativa. Ambas as peças do xadrez, apesar de emedebistas, têm o compromisso de trabalhar pela eleição do tucano Eduardo Riedel no lugar de Reinaldo Azambuja (PSDB).

Sem “mi mi mi” – André, pelo menos, não quer parecer derrotado antes da hora, e em grupo de WhatsApp, bradou aos companheiros: “sem mi mi mi”. “Quem quiser me acompanhe sem perder tempo com lamentações”, disparou.

Para todos – O governador de Mato Grosso do Sul, Reinaldo Azambuja (PSDB), fez questão de garantir novamente nesta terça-feira (9), mesmo sem revelar os índices de reajuste por categorias, que todos os servidores terão “ganho exponencial” com o projeto de reajuste salarial que será entregue na próxima terça-feira (16) à Assembleia Legislativa e ali detalhado para o público.

Sem problemas – Reinaldo também lembrou que alguns acordos ainda estão sendo fechados em conversas com os representantes dos servidores, garantindo também que o futuro do Estado não fica comprometido com tais reajustes neste momento.

Não tem como evitar – “Os recursos virão do tesouro, mas estamos com uma situação fiscal equilibrada que possibilita isso. Mesmo sem reajustes, o crescimento vegetativo da folha vai de 3% a 5% ao ano, então, existe esse custo previsto”, disse.

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