Com nome de filme, Projeto Zumbi caça ações ativas após mortes

Processo vivo – O nome parece saído de filme, mas o Projeto Zumbi resolve um problema bem real: impede que ações continuem tramitando como se uma das pessoas envolvidas ainda estivesse viva. Criada pelo TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), a ferramenta consulta bases nacionais de óbitos, cruza os dados e avisa automaticamente as unidades judiciais quando encontra uma possível correspondência.
Caça aos óbitos – Desde agosto de 2025, o sistema monitorou quase 99 mil itens processuais e confirmou 3.286 mortes. A automação economiza tempo, evita audiências e movimentações desnecessárias e permite que a Justiça atualize os processos com mais rapidez.
Dois estilos – A passagem dos ministros George Santoro, dos Transportes, e Dario Durigan, da Fazenda, por Mato Grosso do Sul nesta semana chamou atenção pela diferença de estilos durante as agendas no Estado. Enquanto um manteve um roteiro mais no estilo “simplão”, o outro seguiu uma agenda protocolar, cercada de formalidades, segurança, assessores e compromissos compatíveis com a posição que ocupa.
Pé na estrada – George Santoro, dos Transportes, veio com agenda de vistoria, percorreu obras, andou pela BR-163, BR-262, BR-419, usando camisa, calça jeans e colete refletivo, ouviu cobranças e também fez cobranças. Na última parada, em Campo Grande, voltando de Aquidauana, chegou pouco antes das 14h, já de olho no relógio: precisava embarcar de volta para Brasília em voo comercial no fim da tarde. O comboio tinha escolta da PRF e apoio do DNIT, mas o roteiro foi sem grandes cerimônias.
Almoço raiz – Antes, o ministro fez uma parada que combina mais com a rotina de quem está na estrada: almoçou no tradicional Amarelinho de Anastácio, às margens do Rio Aquidauana. Lugar simples, conhecido pela variedade de peixes e pelo cardápio que vai do pintado à parmegiana ao rodízio com diferentes preparos bem sul-mato-grossenses.
Terno e gravata – Já o ministro da Fazenda, Dario Durigan, teve uma passagem em outro ritmo. Foram dois dias de agenda em Campo Grande, com estrutura maior de segurança, incluindo agentes da Polícia Federal, e deslocamento em voo oficial do governo federal. A saída também seguiu outro protocolo: voltou a Brasília pela manhã em aeronave exclusiva, retornou para a Capital sul-mato-grossense e encerrou a visita na sexta-feira à noite em voo particular.
Almoço exclusivo - Enquanto Santoro resolveu a agenda entre obras, estrada e um almoço sem cerimônia, Durigan participou de uma reunião mais reservada, com direito a almoço no Parque Estadual do Prosa ao lado do governador Eduardo Riedel, parlamentares, representantes do Tribunal de Contas e do Tribunal de Justiça.
Bem na foto – O ministro da Fazenda, Dario Durigan, disse ao Campo Grande News que incluiu na agenda em Campo Grande uma visita à Secretaria de Fazenda para conversar com técnicos. Segundo ele, o encontro é uma forma de reconhecer o trabalho do secretário Flávio César à frente do comitê gestor criado para organizar a implantação e a distribuição dos recursos do IBS (Imposto sobre Bens e Serviços).
Missão tributária – O titular da pasta estadual preside o Comsefaz (Comitê Nacional de Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal) e acabou no comando do grupo que reúne representantes de estados e prefeituras. O desafio é preparar a substituição do ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e do ISS (Imposto Sobre Serviços) pelo novo tributo, além de definir como o dinheiro será distribuído entre os entes federativos.
Antes do caos – O TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) criou um grupo para definir como o órgão deverá agir diante de enchentes, incêndios, temporais e outras crises ambientais capazes de comprometer prédios, sistemas e serviços. A equipe terá 30 dias para apresentar um plano de emergência. A ideia é deixar claro quem faz o quê quando o problema surgir, porque descobrir isso no meio do caos costuma ser tarde demais.

