Encontro improvável revela afinidade entre petista e cristão
Encontro inesperado - A rotina de redação do Campo Grande News proporcionou um encontro inesperado nesta quinta-feira (17). Ao sair da sabatina eleitoral, o candidato ao governo de Mato Grosso do Sul, Renato Gomes (DC), soube que o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos (PT), dava entrevista ao Podcast Na Integra e perguntou se poderia esperar para encontrá-lo.
Convergência - O encontro aconteceu no final da manhã e na conversa rápida, o sul-mato-grossense mostrou que apesar de estarem em campos opostos na política, havia um ponto de convergência: a visão econômica. Economista de formação com passagem pelo mercado financeiro, o candidato pelo DC critica as privatizações e as altas taxas de juros. "Vocês da esquerda são os únicos que tem tido esse diagnostico. A direita tem amor pelo capital desmesurado", disse.
Vira voto - Vendo a brecha, o petista aproveitou para virar o voto para o presidente e candidato a reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT). "Espero que se você não decidir votar no Lula no primeiro turno, pelo menos no segundo turno você vote", pediu Boulos. O ministro aproveitou para criticar o modelo econômico proposto pelo senador e candidato a presidência, Flávio Bolsonaro (PL), encabeçado pela ex-presidente da Caixa Econômica Federal Daniella Marques. "É Faria Lima e banqueiro total", finalizou.
Já tá bom - Durante reunião de mulheres, na última quarta-feira (16), a ex-primeira-dama, Fátima Azambuja, confessou que já questionou o ex-governador, Reinaldo Azambuja (PL), quando iria aposentar. “Muitas vezes eu questionei ao reinado: já ta bom? Para! Já são 30 anos”, relatou. A resposta de Reinado é que a política precisa "cada vez mais de pessoas boas e comprometidas". Este ano, o ex-governador voltou a disputar a eleição, desta vez em busca de uma vaga para o Senado. "Mais esses oito anos lá e daí ele sossegue, que tá bom, já ajudou bastante", finalizou Fátima.
Apoio ou montagem? - Luiz Ovando tentou pegar carona na imagem de Jair Bolsonaro, mas a Justiça Eleitoral desconfiou do passageiro. Um anúncio pago do candidato a deputado estadual dava a entender que ele havia recebido o apoio do ex-presidente. O problema é que Bolsonaro está proibido de se manifestar pelas redes sociais. Para o relator, o vídeo pode ter sido manipulado ou usar imagens antigas fora de contexto para vender um apoio atual que não foi comprovado.
Apaga isso - Ovando recebeu 24 horas para retirar a publicação, interromper o anúncio e não voltar a divulgar o material. Se descumprir, poderá pagar multa diária de R$ 5 mil. A propaganda já havia registrado até 125 mil impressões, com gasto estimado entre R$ 2,5 mil e R$ 3 mil. A decisão é provisória e o candidato ainda poderá apresentar sua versão.
Cadê ela? - A deputada federal Érika Hilton (PSOL-SP), que é processada pela prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), nem ao menos foi citada sobre a ação que tramita na 12ª Vara Cível, do juiz Marcus Abreu de Magalhães. Audiência de conciliação marcada para ontem não ocorreu. O aviso de recebimento dos Correios têm três anotações de tentativa de entrega no gabinete de Érika, todas sem sucesso.
Banheiro da discórdia - Adriane acionou a Justiça contra a deputada após publicação da parlamentar criticando a lei campo-grandense que proíbe mulheres trans de usarem o banheiro feminino. Na liminar, a progressista pediu o arquivamento da publicação e indenização de R$ 15 mil por danos morais. Advogado da prefeita, Niutom Ribeiro Chaves Júnior, apresentou novo endereço para citação na cidade de Itu (SP). Este é o último andamento do processo.
Ninguém levou - Nem a Fazenda Churrascada nem o MPE (Ministério Público Estadual) conseguiram mudar a decisão sobre as atividades musicais do estabelecimento. A 2ª Câmara Cível do TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) rejeitou, por unanimidade, os dois recursos analisados em conjunto. A empresa tentava derrubar as restrições para realização de shows de maior porte, enquanto o Ministério Público buscava impedir também música mecânica e ao vivo durante o funcionamento do restaurante.
Meio-termo mantido - Com os dois lados derrotados nos recursos, permanece a solução intermediária. A Fazenda Churrascada pode oferecer música mecânica e ao vivo como atividade acessória do restaurante, desde que respeite os limites de emissão sonora. Já shows e eventos de maior proporção continuam suspensos e dependem de licenciamento ambiental, anuência do Imasul e alvará específico para serem retomados.


