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Defesa quer tirar delegado de interrogatório de serial killer

Por Marta Ferreira | 01/06/2020 06:00
O advogado Jean Carlos Cabreira, de camisa azul, conversa com o cliente Cleber de Souza Carvalho, em um dos locais onde foram enterrados corpos de vítima do assassino em série. (Foto: Kísie Ainoã)
O advogado Jean Carlos Cabreira, de camisa azul, conversa com o cliente Cleber de Souza Carvalho, em um dos locais onde foram enterrados corpos de vítima do assassino em série. (Foto: Kísie Ainoã)


Ele não ! - Com o interrogatório de Cleber de Souza Carvalho, o "Pedreiro Assassino", marcado para terça-feira (2), o advogado Jean Carlos Cabreira de Souza fez pedido inusitado à Justiça. Quer a troca do delegado responsável pelo procedimento, "neste ato específico".  A alegação é de que o titular do inquérito, Carlos Delano, foi denunciado junto da equipe, por tortura ao preso, e por isso não devia ser o responsável por colher o depoimento.

Explicação - O advogado afirma que o cliente pode se sentir "constrangido" diante de Delano. Na petição, primeiro solicita que o interrogatório seja suspenso, alegando ter sido avisado tardiamente, apesar de Cleber estar preso desde 15 de maio. Em caso negativo, sustenta, pede que seja definida outra autoridade policial. A DEH (Delegacia Especializada de Repressão aos Crimes de Repressão a Crimes de Homicídios) só tem um delegado.

Carregando... – Juízes de Campo Grande estão enfrentando dificuldades para que vídeos de audiências sejam disponibilizados nos processos. Como praticamente tudo está sendo feito praticamente por videoconferência, o material não está “subindo” para os processos de forma rápida, como sempre aconteceu.

Exemplos – Dois processos da Operação Omertà, desencadeada contra grupo de extermínio em setembro de 2019, estão nesta situação. Os casos tiveram audiência para ouvir testemunhas realizadas na semana passada mas os vídeos ainda não foram anexados aos processos.

Demora – Responsável por uma das ações, o juiz Roberto Ferreira Filho anotou no andamento processual o problema. A sessão para ouvir as testemunhas foi no dia 26, mas até a sexta-feira, 29, as mídias ainda estavam indisponíveis no sistema de acompanhamento dos processos.

Ajuda – O magistrado, então, decidiu pedir providências ao setor responsável. “Considerando o atual erro no SAJ na transferência dos arquivos contendo os interrogatórios dos réus, este Juízo contatou a Secretaria de Tecnologia da Informação deste Tribunal, a qual já está tomando as providências, sendo que os arquivos serão liberados nos autos, tão logo o problema seja sanado”, afirma o juiz.

Clima ameno – Com todo mundo em casa ou em seus escritórios, audiências realizadas de forma remota pela Justiça estão motivando gracejos para amenizar o clima, mesmo de processos de assuntos pesados. Durante audiência da Omertà, que teve atraso para começar, o comentário em tom bem humorado envolveu o “trânsito pesado” e um dos interlocutores  entrou no espírito e acrescentou que era por causa do movimento nas escolas. Como se sabe, as aulas presenciais estão suspensas.

Saudável – Mesmo rodando a cidade e se expondo ao risco de contrair coronavírus o tempo todo, o prefeito de Campo Grande, Marquinhos Trad (PSD), até agora fez apenas um teste para detectar a presença da doença, logo na chegada da doença à cidade. O resultado deu negativo.

“Proteção de Deus” – De lá para cá, Marquinhos disse à coluna não ter feito novo exame. Não foi preciso, revela, por não ter tido sintomas nem convivência com algum infectado, como da vez anterior. “Até aqui, Deus me protegeu”, declarou.

Nas redes - Solto desde março deste ano, o  ex-deputado federal Edson Giroto, retoma aos poucos a movimentação nas redes sociais. Reativou há uma semana a conta de Facebook, com fotos com a esposa, Raquel, em geral com sorriso no rosto. Giroto foi solto em 31 de março, depois de quase 700 dias preso no CT (Centro de Triagem) Anízio Lima, em Campo Grande. Ele tem duas condenações pela Lama Asfáltica, por desvio de dheiro de obras públicas.