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Sem máscara, vereador alerta sobre covid-19

Por Marta Ferreira | 12/03/2021 06:00
Funcionário serve água para o vereador André Luis, enquanto ele discursa sobre pandemia sem máscara. (Foto: Direto das Ruas)
Funcionário serve água para o vereador André Luis, enquanto ele discursa sobre pandemia sem máscara. (Foto: Direto das Ruas)

Como assim? -Com discurso de enfrentamento à pandemia, o vereador André Luis (Rede), que é médico veterinário, ocupou a tribuna da Camara Municipal nesta quinta-feira. No entanto, a fala sobre a gravidade do vírus chamou menos atenção do que o fato de o parlamentar retirar a máscara de proteção. "Peço licença para retirar a máscara, respeitando o isolamento", justificou.

De pertinho - Apesar disso, o distanciamento de segurança não foi respeitado. Durante discurso do vereador, assessores se aproximaram e até o copeiro da Casa chegou bem perto para servir água ao parlamentar.

Fez igual - Ao fazer complemento ao discurso de André, Tiago Vargas (PSD) fez igual e também tirou a máscara. Próximo a ele, a uma distância menor que a determimada pelas medidas de segurança, estava outro  vereador que aguardava para falar. Pouco depois, Marcos Tabosa (PDT) também retirou a proteção para falar na tribuna.

Botando ordem - Presidente da Câmara, o vereador Carlos Augusto Borges, o Carlão, botou ordem na sessão de ontem, depois  de alguns vereadores usarem o tempo de fala destinado a líderes do partidos, para debater assuntos aleatórios, contrariando o previsto pelo regimento da Casa. "A fala da liderança é para falar  algo relevante para o partido, não para assuntos paralelos. Vamos organizar isso", disse.

Até aprender - Pouco tempo   depois,  Carlão voltou a puxar a orelha dos colegas, desta vez, sobre o bate e rebate de falas usando a abertura de declaração de ordem. "Temos dois projetos sobre covid-19 para analisar hoje. Isso vai ajudar mais a população do que ficar aqui debatendo fala um do outro", advertiu Carlão.

Desistiu – A notícia da chegada da cepa mais transmissível do novo coronavírus a Mato Grosso do Sul e da superlotação dos hospitais aumentou a tensão em todos os setores. Na segunda-feira (9), deputado estadual desistiu de participar de evento com o ministro da Educação, Milton Ribeiro, para entrega de 168 ônibus escolares.

Meia volta- Ao chegar ao estacionamento do Buffet Yotedy, em frente Parque das Nações Indígenas, o parlamentar preferiu não entrar em aglomeração e avisou o cerimonial do governo que deixaria o local. O episódio foi contado à coluna sob condição de preservação da identidade do político.

Temor - Na Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul), o medo do contágio também é assunto nos corredores, depois que o deputado Gerson Claro (PP) testou positivo para a covid, há dois dias. Há outros servidores com a doença e aumentou a pressão para que o presidente Paulo Corrêa (PSDB) feche a Casa de vez.

Circulação – Desde março do ano passado, a Assembleia está fechada para o público. As sessões que eram exclusivamente on-line em 2020, mas no início deste ano, passaram a ser mistas. A movimentação nos gabinetes voltou praticamente ao normal desde então.

Não dá - O episódio do acidente em que morreu a estudante Emanuelle Aleixo Gorski, de 21 anos, evidenciou o quanto as estruturas de atendimento a acidentes estão pressionadas. O ideal, para a investigação, era que fosse feita a perícia na hora. Mas a praxe tem sido só fazer isso quando há morte no local. Como a jovem morreu no hospital, ficou para depois.

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