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09/06/2014 06:00

Foi por R$ 50,00

Marta Ferreira

Cinquenta reais. Esse era o valor pelo qual, segundo fontes do Jogo Aberto, o policial Rony Maickon Varoni de Moura Silva, 28 anos, fazia o transporte de malote com R$ 20 mil que bandidos tentaram roubar, na terça-feira, quando acabaram matando o soldado da PM (Polícia Militar).

Pouco demais – O valor do trabalho por fora, segundo a coluna apurou, é considerado baixo entre os policiais e questionado por aqueles que não fazem bicos, que consideram o pagamento recebido irrisório para arriscar a vida, como aconteceu com Rony. O jovem estava na Polícia há quase 4 anos, e estava se preparando para fazer um curso de cabo, para melhorar de salário.

Situação comum
– Fazer o tal bico é uma situação quase que institucionalizada entre policiais, sob alegação de que ganham mal para cumprir com as obrigações familiares. O salário de um soldado na Polícia Militar, bruto, é em torno de R$ 3 mil em Mato Grosso do Sul.

Valores – Pelo que a reportagem levantou junto a policiais, a diária de um “serviço extra”, como eles preferem chamar, custa entre R$ 80 e R$ 100 para trabalhos como segurança particular. Para transportar valores existe, conforme apurado, uma outra tabela, que é percentual em relação ao montante a ser levado, a combinar.

Desespero – Os mesmos policiais que consideram baixo o valor supostamente recebido por Rony disseram que, apesar disso, há muitos “clientes” que não oferecem mais que isso. “E quando o policial está precisando, ele acaba fazendo”, diz um deles. Rony, segundo divulgado, estava guardando dinheiro para se casar, no ano que vem.

Por outro lado – Enquanto entre os praças o bico é a forma de ampliar o orçamento, entre os oficiais, que ganham bem melhor, serviço extra tem que ser bem pago, principalmente se para o Governo. Agora, por exemplo, tem policial de patente mais alta que achou pouco o valor da diária paga para quem vai atuar na segurança da Copa do Mundo em outros locais e deu um jeito de não participar. O montante é em torno de R$ 500,00. A conta até faz sentido, pois esse valor seria para atuar em locais como São Paulo ou Brasília, onde o custo de vida é bastante alto.

Proposta – Com a ideia de combater essa situação e ampliar os ganhos dos policiais, a associação que reúne cabos e soldados em Mato Grosso do Sul pretende levar nesta semana uma sugestão ao secretário de Justiça e Segurança Pública, Wanturi Jacini Brasil, de que, em sua folga, os policiais recebam, do Governo, para reforçar a segurança e coibir crimes.

Como seria – O presidente da associação, Edmar Soares, diz que já houve uma conversa preliminar a esse respeito com o secretário. Segundo ele, a proposta é que o policial faça essa hora extra depois de ter descansado 24 horas de um plantão.

Amenidades - Pelo menos nas redes sociais, onde a campanha promete pegar fogo neste ano, o clima por enquanto é tranquilo entre os candidatos ao governo de Mato Grosso do Sul. Delcídio do Amaral, do PT, por exemplo, publicou ontem fotos de um ipê roxo, lembrando a chegada da temporada de florada das árvores. Nelson Trad Filho, do PMDB, apareceu em uma foto jogando tênis de mesa. E na última postagem ontem à noite, pedia o fim das baixarias na internet.

Ainda Aécio - Para Reinaldo Azambuja, pré-candidato do PSDB, no domingo, a última postagem disponível na página do Facebook continuava aproveitando as repercussões da visita a Campo Grande de Aécio Neves, candidato tucano à presidência da República. Aécio esteve na cidade na sexta-feira, já em tom totalmente voltado ao pedido de votos para si e para o colega de partido.

 

 

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