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Grupo lota ônibus e vai sem máscara ao DF apoiar Bolsonaro

Por Ângela Kempfer e Leonardo Rocha | 20/07/2020 06:00
Comitiva de Mato Grosso do Sul, sem máscara, antes de embarcar para Brasília. (Foto: Reprodução Facebook)
Comitiva de Mato Grosso do Sul, sem máscara, antes de embarcar para Brasília. (Foto: Reprodução Facebook)

Comitiva - Grupo de apoiadores de Jair Bolsonaro (sem partido) saiu de Mato Grosso do Sul rumo a Brasília, onde participou do ato de apoio ao presidente no domingo (19), em frente a Esplanada dos Ministérios. A turma lotou ônibus rumo ao evento, o que não é recomendado neste momento de pandemia.

Sem máscaras - Antes de deixar o Estado, o grupo também postou imagem da comitiva sem aparentar preocupação com a covid-19, que já matou 222 pessoas em Mato Grosso do Sul e contaminou mais de 16 mil. Quase todos posaram para a foto sem máscara e juntinhos, desrespeitando o distanciamento social.

Aglomeração – Em Brasília, o grupo participou do ato que gerou muita aglomeração e, mais uma vez, foi bem mal repercutido na imprensa nacional. Entre a turma sul-mato-grossense, estava o ex-diretor da Funtrab, Wilton Acosta, que se coloca como pré-candidato a prefeito na Capital.

Bom de história - O prefeito Marquinhos Trad (PSD) tem mostrado vasto repertório de histórias infantis na tentativa de manter a população em casa, contra a covid-19. O coronavírus chegou pra valer à Capital nas últimas 3 semanas. Por isso, hoje a Capital é considerada o novo epicentro da doença em Mato Grosso do Sul.

Lobo solto - Uma das preferidas ultimamente é a do filho que vivia mentindo para o pai sobre um lobo que teria aparecido. Mas quando realmente o animal feroz surgiu, ninguém mais acreditou. Marquinhos compara a história ao desrespeito às recomendações de isolamento social.

Esperaram demais? - Na avaliação do prefeito, a população ouviu durante muito tempo alerta dos especialistas de que o pico da covid-19 seria em maio, depois em junho, mas como até julho os números de mortes e contaminados estavam baixos, muitos deixaram de acreditar que a coisa é realmente séria. “Por isso negligenciam nos cuidados”, comenta.

Mão fechada - Além da movimentação em comitês eleitorais, mesmo de forma velada, de carros adesivados com as frases "amigos do fulano", os candidatos estão fechando equipes para a campanha que começou tarde por conta da pandemia. Mas quem recebe convite, tem achado as ofertas de salário bem miúdas.

Xô, CPMF - A Fiems engrossou o ataque de entidades que representam a indústria e o comércio no Brasil contra o retorno da CPMF. A medida deve ser enviada pelo governo federal ao Congresso, em uma nova roupagem.

Da China - A ideia é incluir taxação de 0,2% sobre transações no comércio eletrônico. “A abertura do mercado permitiu que produtos possam vir da China e serem comercializados muito mais baratos do que os produzidos no Brasil por conta de questões tributárias”, reclamou o presidente da Fiems, Sérgio Longen.

Com medo - Entre 1º de março e 12 de julho, foram mais de 24 mil denúncias contra empresas e órgãos públicos acusados de expor funcionários ao risco de contaminação pela covid-19 no Brasil. Os casos correspondem a 55% de todas as denúncias enviadas ao Ministério Público do Trabalho.