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Na linha de frente, 101 guardas e 9 fiscais tiveram covid

Por Anahi Zurutuza, Ana Paula Chuva e Marta Ferreira | 25/08/2020 06:00
Guardas municipais estão nas ruas desde março fiscalizando o toque de recolher; 101 já foram infectados (Foto: Henrique Kawamina/Arquivo)
Guardas municipais estão nas ruas desde março fiscalizando o toque de recolher; 101 já foram infectados (Foto: Henrique Kawamina/Arquivo)

Infectados - Desde o início da pandemia da covid-19, em março, a força-tarefa na linha de frente de enfrentamento da doença teve 110 contaminados. Do total, 101 foram Guardas Civis Municipais e 9 servidores da Semadur (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Urbano), sendo cinco auditores fiscais e quatro internos.

Recuperados – Segundo a Prefeitura de Campo Grande, todos foram afastados de suas funções. Ainda segundo informado, a maioria dos que foram contagiados já se recuperou da doença.

Exonerados – Dois assessores do gabinete do deputado federal Loester Carlos (PSL) foram exonerados, a namorada, Raquelle Lisboa Alves, e Ciro Fidelis, que ficou conhecido por aparecer em vídeo ao lado do parlamentar dizendo ser empresário em Campo Grande e oferecendo R$ 100 mil para quem desse informações sobre o “mandante” do assassinato de Jair Bolsonaro durante a campanha.

Pré-candidatos – O que corre nos bastidores é que os dois serão candidatos a vereador em Campo Grande, mesmo Raquelle, advogada em Brasília (DF), não tendo qualquer ligação com a Capital. No Facebook, Fidelis já se apresenta como pré-candidato.

Cargos – Ambos tinham altos salários no gabinete do deputado. Ciro ganhava R$ 15.698,32 e Raquelle, R$ 14.485,18. As exonerações foram publicadas no Diário Oficial da União do dia 14 deste mês, com validade retroativa ao dia 12.

Barrado – Além de ter sido afastado da Maternidade Cândido Mariano depois de denúncias de assédio por parte de profissionais de enfermagem, o médico Salvador Walter Gomes de Arruda, de 67 anos, também não atende mais pela Santa Casa.

Processo – Técnica de enfermagem do maior hospital de Mato Grosso do Sul disse ter sido chamada de “animal” por ele. A situação ocorreu, de acordo com ela, numa sala de cirurgia por pedir para que o profissional usasse máscara. O ginecologista chegou a ser processado por isso na esfera civil. A técnica pediu indenização, mas a Justiça negou.

Investigação – O Campo Grande News apurou que o Hospital da Cassems abriu investigação interna depois das reportagens denunciando o médico. Já a Unimed não fala a respeito.

Sindicância – O CRM-MS (Conselho Regional de Medicina de Mato Grosso do Sul) abriu sindicância para investiga a conduta do ginecologista. A coluna apurou ainda que o órgão já fez apuração anterior, mas tudo ficou no estágio do sigilo. Ele até pode ter sido punido, mas de maneira totalmente reservada.

Tá pago - Na lista de pré-candidato a prefeito de Campo Grande, o deputado federal Dagoberto Nogueira (PDT) concluiu o pagamento de R$ 284.131 em condenação por improbidade administrativa. Com desconto em folha desde 2017, o valor foi revertido para a Sejusp (Secretaria Estadual de Justiça e Segurança Pública).