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Nova fase da Omertà levou meio ano para ser autorizada

Por Marta Ferreira e Leonardo Rocha | 08/10/2020 06:00
Movimentação no Garras durante a 5ª fase da Operação Omertà. (Foto: Henrique Kawaminami)
Movimentação no Garras durante a 5ª fase da Operação Omertà. (Foto: Henrique Kawaminami)

“Batata quente” – Levou mais de seis meses para ser autorizada pela Justiça a 5ª fase da Operação Omertà, a “Snowball”, deflagrada nesta quarta-feira (7), incluindo o vereador Ademir Santana (PSDB) entre os alvos de busca e apreensão como parte de inquérito que investiga extorsão armada, agiotagem e lavagem de capitais. A medida cautelar solicitando prisões e buscas de provas foi protocolada no final de abril, mas a decisão só veio em 17 de setembro.

O caminho 1 –  Os autos foram enviados primeiramente para a 7ª Vara Criminal, do juiz Marcelo Ivo de Oliveira, que foi o primeiro a apreciar pedidos da força-tarefa responsável pela Omertà, um ano e meio atrás. Ele reenviou o processo ao cartório distribuidor, alegando incompetência para tratar do tema.

O caminho 2 - Antes da apreciação pelo juiz Olivar Coneglian, da 2ª Vara Criminal, magistrados da 5ª, 3º e 1º Vara de Campo Grande também se declararam incompetentes para apreciar o feito. A representação seguiu então ao TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul) para apreciação de conflito de competência.

O caminho 3 – O julgamento ocorreu no final de agosto. Ficou  foi decidido que a 2ª Vara receberia os autos. No dia 17 de setembro, o magistrado deferiu quase que totalmente os pedidos feitos pelo Garras (Delegacia Especializada de Repressão a Roubo a Banco, Assaltos e Sequestros).

Ainda não – O despacho rejeitou a solicitação de ordem de prisão para o vereador Ademir Santana Delmondes, apontado como envolvido nas ações criminosas investigadas. Mas foi feito o alerta de que, em havendo novas provas, isso pode ocorrer.

Quieto – Ademir Santana preferiu o silêncio após a operação. Ele foi acordado pelos agentes de segurança que cumpriram as buscas na casa dele. Ficou sem o celular de uso pessoal. Sua assessoria também não se manifestou. Nas redes sociais da campanha à reeleição, a última postagem foi de segunda-feira (6).

Inquérito – Como parte investigada no inquérito, o parlamentar vai ser chamado a depor e se explicar. Não há data prevista para isso ainda.

Também demorou – Realizada em setembro, contra o “Clã Morinigo”, pai e dois filhos acusados de chefiar esquema milionário de ocultação de dinheiro do tráfico de cocaína, a Operação Status da Polícia Federal também teve trajeto trabalhoso até o sequestro de bens, prisões e buscas serem autorizadas. Segundo a coluna apurou, foram cerca de 8 meses.

 Vai e vem – Na primeira vez que a medida cautelar chegou à Justiça Federal, foi negada em primeiro grau. Até ser autorizada, foi preciso reduzir o número de pedidos de prisão e passar por duas análises no Tribunal Regional Federal da 3ª Região, sediado em São Paulo.

Mais uma derrota - O deputado federal Loester Carlos (PSL), conhecido como "Tio Trutis" sofreu mais revés na Justiça Eleitoral. Ele queria a suspeição do juiz do TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de MS), Djailson de Souza, que deu decisão contrária ao seu pedido de ser candidato a prefeito. No entanto, o pleno do Tribunal rejeitou seu pedido por unanimidade.

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