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Preso, Bernal tem dívidas, mas ficou sem partido

Por Fernanda Palheta | 26/03/2026 06:00
Preso, Bernal tem dívidas, mas ficou sem partido
Ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, atualmente preso por matar um servidor público a tiros (Foto: Arquivo)

Sem dinheiro e sem legenda - Além das dívidas que vieram à tona com assassinato de fiscal tributário, o  ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal também está sem partido. Desde fevereiro de 2022, quando teve os direitos políticos, ele também está suspenso no PP. Segundo a legislação, a decisão de tribunais eleitorais também interrompe automaticamente a atividade partidária, no caso de Bernal, filiado ao Partido Progressista.

Contradição – “As pessoas em primeiro lugar” foi o lema que levou Alcides Bernal à Prefeitura de Campo Grande, em 2012, mas hoje a frase soa como ironia diante do caso em que ele é investigado pelo assassinato de fiscal tributário durante disputa por imóvel no Jardim dos Estados.

Dividida - A bancada do PT não chegou a um consenso sobre como atuar na oposição ao governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP). Durante a votação do reajuste anual, na sessão desta quarta-feira (25), o partido se dividiu. O deputado estadual Pedro Kemp (PT) foi o único petista a votar favorável ao aumento de 3,81%. “Queria deixar bem claro que, considerando esse aumento insuficiente, votamos favoravelmente porque não vamos ficar contra os servidores”, justificou.

Me permito - Além de votar contra o texto do Executivo, o ex-governador e deputado estadual Zeca do PT fez questão de escancarar a diferença de posicionamento do companheiro de bancada. “Eu me permito, mesmo triste, divergir de uma das figuras mais importantes que a gente tem na história do nosso partido, o deputado Pedro Kemp. Eu voto contra, porque isso aí é um tabefe na cara dos servidores públicos”, disse.

Esclarecimento - Em sua declaração de voto, Zeca ainda fez um apelo ao líder do governo, deputado estadual Londres Machado (PP), que chegou na reta final da sessão, para que o governador vá à Assembleia Legislativa apresentar o panorama econômico do Estado. “Para explicar para nós, com sua equipe, a real dificuldade que o governo vive. Não pode enganar todos, todo o tempo. A máscara vai cair, e já começou a cair”, finalizou.

Conflito de agenda - O presidente da Assembleia Legislativa, deputado estadual Gerson Claro (PP), anunciou a data de lançamento da Corrida dos Poderes, evento criado para comemorar o Dia dos Servidores. No entanto, a escolha não considerou as prioridades do público-alvo, já que no mesmo dia está marcado o segundo concurso da Casa de Leis.

Bom debate - O painel da alta cúpula da COP15, no último domingo (22), antecipou o encontro entre o governador de Mato Grosso do Sul, Eduardo Riedel (PP), e o ex-deputado federal Fábio Trad (PT), que devem se enfrentar nas eleições de outubro deste ano. Na conversa de alguns minutos, no saguão do Centro de Convenções Rubens Gil de Camilo, o tema foi a futura rivalidade. “Foi ótimo, eu gosto do Fábio. Não vai ser um enfrentamento, mas um debate de ideias”, disse o governador.

Alto nível - O petista detalhou que o governador chegou a perguntar se ele estava estimulado para o desafio, e a resposta foi positiva. Segundo Trad, Riedel reconheceu o perfil técnico do futuro adversário. “Eu disse que não é do meu feitio qualquer tipo de ataque baixo, de caráter pessoal ou familiar, porque Mato Grosso do Sul e os eleitores precisam se sentir representados pelos candidatos”, contou.

Fico - Mais um tucano decidiu permanecer no ninho em Mato Grosso do Sul. Depois de cogitar trocar de legenda na janela partidária, o deputado estadual Pedro Caravina (PSDB) desistiu da movimentação. Entre os critérios que pesaram para a permanência estão o fato de sua esposa, a prefeita de Bataguassu, Wanderleia Caravina (PSDB), não poder sair, além de outras lideranças e da base no interior também permanecerem no partido.

Fortalecido - com a movimentação, o partido que chegou a ser considerado morto, ganha força e deve sair da janela partidária como o segundo mais importante da Casa de Leis, podendo formar uma bancada de quatro parlamentares, atrás apenas do PL, que deverá sair com sete deputados. O fôlego renovou a meta do partido para a eleição deste ano, que agora almeja fazer de quatro a cinco tucanos na próxima legislatura.