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Sem receber, advogado está por deixar "Pedreiro Assassino"

Por Marta Ferreira | 27/08/2020 06:00

De saída - Jean Carlos Cabreira de Souza, o advogado que assumiu a difícil defesa do “Pedreiro Assassino”, matador confesso de 7 pessoas em Campo Grande, está em vias de deixar o caso. Nesta segunda-feira (24), comunicou à Justiça que só está representando o réu, Cleber Souza de Carvalho, na fase de investigação policial.

Desacerto financeiro – No documento, Jean Cabreira diz que a procuração que foi assinada era específica para a fase de investigação. Também admite dificuldades nas “tratativas” para o pagamento de honorários.

Fico, por ora – À coluna, Jean disse que vai continuar patrocinando a defesa de Cleber, da esposa e a filha no primeiro aberto contra o serial killer, o da morte de José Leonel Ferreira dos Santos. Mas disse que, a depender da situação de pagamento, poderá deixar também essa representação.

Advogado público – Em caso de o advogado abandonar a causa, Cleber Souza de Carvalho passa a ser atendido pela Defensoria Pública. Normalmente, o juiz solicita representação ao réu, para que ele não fique desassistido, como determina a lei.

Onde der – A audiência da 2ª Vara do Tribunal do Júri para ouvir testemunhas de acusação contra Rômulo Rodrigues Dias, réu pelo feminicídio de Graziela Rubiano, teve cenas curiosas, em razão do impedimento de sessões presenciais. Quatro testemunhas foram ouvidas a céu aberto, via telefone celular.

Na estrada – Entre os que foram ouvidos, estavam dois investigadores da Polícia Civil, que prestaram depoimento enquanto seguiam viagem para uma missão. Como estavam em dupla no carro, o magistrado responsável, Aluízio Pereira dos Santos, solicitou que enquanto um falava, o outro aguardasse do lado de fora do veículo.

Pedido – Para outra testemunha, considerada essencial, por ser uma das últimas a ver a vítima com vida, houve dificuldade de conexão e quando foi conseguida a pessoa estava falando e andando na rua ao mesmo tempo. O magistrado, então, solicitou que parasse para ser interrogada, ali mesmo.

Cena poética – No quarto depoimento nessa situação, do dono da casa onde moravam Rômulo e "Grazi", o cenário do depoimento divergiu muito do que se está acostumado, uma sala fria do Judiciário. O proprietário do imóvel estava do lado de fora do imóvel e, ao fundo, era possível ver uma cruz, que, na verdade, se tratava de uma cerca elétrica.

Imagem mostra "cruz" que, na verdade, é peça de uma cerca elétrica (Foto: Reprodução)
Imagem mostra "cruz" que, na verdade, é peça de uma cerca elétrica (Foto: Reprodução)

Mais prazo - A defesa de Jamil Name pai e Jamil filho recorreu ao TJMS (Tribunal de Justiça de MS) para que seja reaberto prazo de apresentação de alegações finais em ação da operação Omertà. O processo em questão é da execução por engano de Matheus Coutinho Xavier, no qual foram mandados a juri.

Como está - O habeas corpus criminal teve o pedido de liminar negado pelo juiz em substituição Waldir da Costa Marques, na semana passada. Agora, vai pra apreciação do colegiado de três magistrados.

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