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Jogo Aberto

Temendo cassação, servidor deixa de comprar a prazo

Por Edivaldo Bitencourt | 07/11/2013 06:00

Sem contas a prazo – Parte dos servidores comissionados da Prefeitura de Campo Grande não compra mais nada a prazo. Tudo porque temem a cassação do mandato do prefeito Alcides Bernal (PP). A galera até ri da situação, já que carro novo, por exemplo em 48 parcelas, nem pensar.

Lado mau – O vereador Coringa (PSD) não poupou críticas ao prefeito durante a sessão comunitário no Bairro Campina Verde. Ele acusou Bernal de não incluir a região nos projetos de pavimentação e revitalização. E citou ainda que a prefeitura não incluiu o bairro em nenhum projeto enviado a Brasília.

... lado bom – Líder do prefeito, Marcos Alex (PT), achou um jeito de amansar Coringa. Ele disse que ele seria um bom secretário municipal da Juventude. O parlamentar ficou sem graça e silenciou sobre as críticas. Antes, o petista acusou Coringa de ser “bonzinho” ao apresentar as reivindicações na prefeitura.

Promessa – Como o bairro Campina Verde está sem asfalto e tomado por buracos, Alex do PT prometeu que a prefeitura vai à região até a próxima semana. Diante da cobrança da eleitora Enilza Corrêa, 50 anos, ele até se comprometeu a tirar dinheiro do próprio bolso para pagar uma patrola para arrumar as ruas da região.

Descontentes - O deputado Laerte Tetila (PT) destacou que não há como agradar todos com a indicação do empresário Pedro Chaves para a secretaria de Governo da prefeitura. "Para escolha de um ingrato, sempre existem 99 descontentes", destacou ele, lembrando uma frase de Dom Pedro I.

Do mesmo jeito - O deputado estadual Eduardo Rocha (PMDB) afirmou que, apesar da ótima contratação de Chaves, não espera que a gestão de Bernal tome outros rumos. Ele disse que o prefeito é muito centralizador e não deve mudar a forma de governar. "Vai continuar do mesmo jeito, pode apostar", arriscou-se.

Diálogo - O deputado estadual Zé Teixeira (DEM) afirmou que apesar do DEM só ter um vereador na Capital o partido não vai deixar de dialogar com o novo secretário, Pedro Chaves, mas ressaltou que ele deve apresentar um novo projeto para desenvolver Campo Grande, diferente do atual. "Se for algo positivo, poderá ultrapassar as brigas políticas e a vaidade do executivo".

Convidado - Marquinhos Trad (PMDB) reclamou que pediu ao governo estadual que o avisasse sobre as reuniões em relação ao projeto do Refis. No entanto, apesar de quatro encontros sobre o tema, o peemedebista não foi convidado para nenhum. "Já me acostumei a não ser lembrado, só fico sabendo dos projetos quando já estão aqui em regime de urgência", criticou.

Tempo curto - Pedro Kemp (PT), por sua vez, reclamou que o projeto do Refis demorou a ser produzido e acabou ficando para o final do ano. Ele lembrou que o projeto deve ser votado ainda este ano, para que as empresas já comecem a pagar antes de 2014, já que no ano que vem, por ser tratar de período eleitoral, a proposta não pode ser feita.

“Horário eleitoral” – O programa Refazenda, do vereador Cazuza, na FM 97,9, já virou uma espécie de horário eleitoral do prefeito Alcides Bernal. Ele bate ponto todo santo dia, às 6h, para a oração da manhã, e às 6h50, para se defender e atacar os opositores. E ainda tem as frases de apoio do vereador aliado para encerrar a apresentação.

(colaboraram Kleber Clajus e Leonardo Rocha)

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