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Arquitetura

Cansada da vida em cidade sem mar, Maria constrói própria praia em casa

Projeto que iniciou em janeiro deste ano, já custou cerca de R$ 200 mil, mas o preço pouco importa para Maria

Por Jéssica Fernandes | 27/08/2021 06:20
Espaço que lembra o mar, fica no Sítio Boutique Aconchego. (Foto: Bruno Nóbrega)
Espaço que lembra o mar, fica no Sítio Boutique Aconchego. (Foto: Bruno Nóbrega)

Quem acha que não existe praia em Campo Grande, é porque ainda não conhece a Maria Helena Nóbrega, de 76 anos. A baiana de coração e alma criou uma “prainha” em seu sítio, onde mora com o marido, a 17 km do centro de Campo Grande.

Acostumada a visitar a praia pelo menos duas vezes por ano, a professora aposentada teve que interromper as aventuras no mar devido a pandemia do novo coronavírus (covid-19).

Em janeiro de 2021, Maria Helena resolveu matar a saudade do litoral sem sair de casa e iniciou o projeto. “Sou doida pelo mar, tudo que é de mar eu gosto. Inventei essa loucura, porque sou baiana”, conta animada.

Praianha tem projeto de paisagismo e área com cascata. (Foto: Arquivo Pessoal)
Praianha tem projeto de paisagismo e área com cascata. (Foto: Arquivo Pessoal)

O espaço que ela chama carinhosamente de “prainha”, é composto por pedras, cascatas, cachoeira, piscina, além de ser rodeado por diversas plantas. A pedido da Maria, a equipe contratada para projetar o lugar, criou um efeito para deixar a areia parecida com a da praia.

Com cerca de 10 metros de largura, a baiana diz que apesar de pequena, a praia é acolhedora e confortável. “Já dá para matar a saudade do Nordeste, já é alguma coisa, porque na idade que estou, não dá para fazer a farra que eu fazia”, brinca.

O investimento custou cerca de R$ 200 mil e a aposentada revela que vendeu até o carro para poder dar continuidade no projeto, mas que não se arrepende. A previsão é que a prainha fique pronta daqui a dois meses.

Pandemia não impediu baiana de aproveitar a praia. (Foto: Arquivo Pessoal)
Pandemia não impediu baiana de aproveitar a praia. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Falta paisagismo, iluminação na piscina, tochas e vou pedir pra colocar água quente nela também. Eu contratei uma floricultura para trazer algumas plantas exóticas, flores, como bromélias e costela de Adão”, comenta.

A baiana garante que assim que puder, irá viajar para visitar os parentes e aproveitar a praia. Por hora, ela segue curtindo a prainha e aliviando a saudade. “Onde não tem o mar, se cria”, afirma.

Aposentada garante que o lugar é acolhedor. (Foto: Arquivo Pessoal)
Aposentada garante que o lugar é acolhedor. (Foto: Arquivo Pessoal)

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