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Arquitetura

Centenária, Casa do Artesão será reformada e vai ganhar até café

Imóvel histórico foi a primeira agência do Banco do Brasil na Capital e é tombado como patrimônio

Por Paula Maciulevicius Brasil | 06/07/2021 14:35
Imagens do projeto: revitalização vai alcançar também calçada do cruzamento.
Imagens do projeto: revitalização vai alcançar também calçada do cruzamento.

A Casa do Artesão, no cruzamento das avenidas Calógeras e Afonso Pena finalmente vai ganhar uma reforma. Centenário, o imóvel que abriga o artesanato genuinamente sul-mato-grossense teve sua última revitalização quase duas décadas atrás.

O prédio é histórico, começou a ser erguido em 1918, foi finalizado cinco anos depois e leva assinatura do engenheiro Camilo Boni. O projeto de reforma, orçado em R$ 2,2 milhões promete manter a arquitetura original da construção.

A obra faz parte do pacote do Governo do Estado chamado "Retomada MS" e já passou por licitação. A empresa responsável pela execução é a Restaura Arquitetura. Segundo o Governo do Estado, o objetivo é o de resgatar a memória das edificações do apogeu da expansão de Campo Grande.

Reforma prevê café para atender visitantes em área externa.
Reforma prevê café para atender visitantes em área externa.

Projeto - No prédio anexo, os arquitetos propuseram um pequeno café na área externa do pavimento térreo. No espaço está previsto também um jardim com pergolado. A reformar vai incluir a readequação dos espaços, com copa para funcionários, estoque, almoxarifado e lavanderia separados.

A cobertura do anexo deverá ter todas as telhas francesas removidas para reuso no telhado principal, a estrutura de madeira do telhado deve permanecer para receber novas telhas com baixa condutividade térmica. Além disto, o prédio terá laje para abrigar as máquinas de ar condicionado que não podem estar aparentes em decorrência da poluição visual no patrimônio histórico.

A área administrativa, para gestão, atendimento aos artesãos e reuniões, foi relocada para o mezanino do salão 2, que passará por adequação de acessibilidade e inclusão de paredes para dividir os ambientes entre administração, coordenação e reuniões, recepção e arquivo morto.

Por dentro, casa será repaginada e terá projeto de iluminação para ressaltar detalhes da arquitetura.
Por dentro, casa será repaginada e terá projeto de iluminação para ressaltar detalhes da arquitetura.

Já o mezanino do salão 1 será completamente removido com a intenção de valorizar a arquitetura interna e melhorar as condições de iluminação.

A escada existente passará por reforma e readequação para atendimento às normas de segurança e acessibilidade e receberá novo guarda corpo em aço cortén para valorizar a arquitetura do interior.

Será feito desde a requalificação das calçadas, acessibilidade, todas as esquadrias vão ser restauradas. Também está previsto a instalação de um elevador de acessibilidade com conexão para a parte de cima, onde fica o administrativo.

Os espaços expositivos internos recebem um novo layout setorial e organizacional através de mobiliário projetado para atender as necessidades. As janelas das fachadas passam a abrigar móveis que as transformam em vitrine com a intenção de trazer o olhar do público que passa pela calçada para exposição dos objetos e para o interior do prédio.

Dentro da proposta também será executada um projeto luminotécnico interno para ressaltar os detalhes arquitetônicos do prédio.

Gestora da Casa do Artesão, Eliane Torres, explica que a revitalização do prédio é um ponto positivo para a preservação da cultura de Mato Grosso do Sul. "Hoje a Casa assume um papel de protagonismo no artesanato regional, expondo nossa produção cultural e dando retorno financeiro aos nossos artesãos. Ter um projeto que tenha como objetivo trazer melhorias a um prédio dessa complexidade, com esse valor cultural é um orgulho imenso, para mim, para nossa comunidade, para nós, servidores", destacou.

A reforma, segundo ela, dará condições de servir melhor ao público, e principalmente ao turista, maior frequentar do local. Para o artesão a revitalização vai agregar valores às peças expostas, valorizar o trabalho de várias culturas, das diversas etnias cujos trabalhos estão expostos no espaço.

A Casa do Artesão foi a primeira sede do Banco do Brasil em Campo Grande. O cofre até hoje é uma das atrações do local.

A inauguração do espaço como Casa do Artesão ocorreu em 1º de setembro de 1975. Após restauração e revitalização, o local foi reinaugurado em 1990. A edificação é tombada como patrimônio histórico estadual.

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