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Arquitetura

Corumbá reforma casarões para entrar no circuito do turismo histórico

Por Aliny Mary Dias | 02/12/2013 08:29
Especialista acredita que cidade entrará no circuito do turismo histórico (Foto: Marcos Ermínio)
Especialista acredita que cidade entrará no circuito do turismo histórico (Foto: Marcos Ermínio)

Com obras tombadas como patrimônio nacional e casarões que proporcionam uma viagem no tempo, o centro historio de Corumbá é um dos cartões postais que mais chamam a atenção em Mato Grosso do Sul. Para revitalizar a área e atrair cada vez mais turistas, reformas na região do Porto Geral começarão a ser feitas no próximo ano.

O recurso de R$ 19,6 milhões para as reformas foi anunciado no mês passado pela presidente Dilma Rousseff (PT). Corumbá foi a única cidade do Estado contemplada pelo PAC (Programa de Aceleração do Crescimento) das Cidades Históricas.

Conforme o projeto da Prefeitura da cidade, o Instituto Luís Albuquerque, a Igreja da Candelária, a Praça da República, a Praça Uruguai, a Praça da Independência, a Prefeitura Velha, o Hotel Internacional, a Casa do Artesão, o Antigo Mercadão e o Casarão da Comissão Mista serão reformados ou revitalizados.

As obras farão com que os turistas que já procuram Corumbá pelas belezas naturais e pela pesca também passem a escolher a cidade mais antiga do Estado como destino de turismo histórico.

Para a diretora-presidente da Fundação de Turismo da cidade, Hélènemarie Dias Fernandes, as obras irão aumentar o turismo na cidade. “A revitalização é fundamental para o turismo para aumentar a permanência do turista na cidade. Terá uma oferta muito maior com espaços revitalizados de grande valor histórico”, comenta.

Casarão de 1876 hoje abriga o IPHAN da cidade  (Foto: Marcos Ermínio)
Casarão de 1876 hoje abriga o IPHAN da cidade (Foto: Marcos Ermínio)
Casarões serão reformados com verba de R$ 19,6 bilhões (Foto: Marcos Ermínio)
Casarões serão reformados com verba de R$ 19,6 bilhões (Foto: Marcos Ermínio)

Além de trazer os turistas que estão em busca exclusivamente dos prédios históricos, a estratégia é oferecer os passeios para todo o tipo de turista. “Quando a pessoa compra um pacote no barco de pesca, por exemplo, as agências poderão ofertar para conhecer o centro histórico”, conta a diretora-presidente da Fundação de Turismo.

Todo mundo ganha – Além da revitalização ser positiva para quem trabalha com o turismo e para quem vem de fora conhecer a cidade, os corumbaenses também comemoram as reformas.

Paulo Cestari tem 31 anos e é corumbaense de carteirinha. Nascido e criado na Cidade Branca, ele conta que com a região do Porto Geral reformada, os próprios moradores da cidade começarão a frequentar mais o lugar.

“A maioria dos corumbaenses vem aqui uma vez mais ou menos, com essa revitalização tudo deve ficar mais bonito e vai atrair os moradores. Vai transformar um lugar parado em um ponto de encontro para os moradores”, diz.

Fundada em setembro de 1778, a Cidade Branca é a mais velha do Estado com 235 anos. As origens da cidade vêm de um povoado que fundou o Forte Coimbra em 1774, quatro anos depois, a região de Corumbá ganhou status de cidade. O primeiro nome da cidade foi Nossa Senhora da Conceição de Albuquerque.

Para corumbaense Paulo Cestari, moradores da cidade irão visitar centro histórico com mais frequência (Foto: Marcos Ermínio)
Para corumbaense Paulo Cestari, moradores da cidade irão visitar centro histórico com mais frequência (Foto: Marcos Ermínio)
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