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Campo Grande, Sábado, 23 de Fevereiro de 2019

13/02/2019 08:23

Mercearia de 1982 se mantém pequena, para família que gosta de atender no balcão

“Mercearia Minoru" foi criada pelos pais o atual administrador e hoje é ponto tradicional na Rua 7 de Setembro.

Wendy Tonhati
Mercearia foi aberta em 1982 (Foto: Kisie Ainoã)Mercearia foi aberta em 1982 (Foto: Kisie Ainoã)

O tempo foi passando as mercearias foram sumindo dos bairros. Quando encontramos um desses lugares, basta cruzar a porta para recordar as memórias e os personagens da infância. Na esquina das ruas 7 de Setembro e Levinda Ferreira, no Jardim dos Estados, em Campo Grande, a Mercearia Minoru é um desses lugares.

O proprietário, Márcio Arakaki, de 51 anos, conta que o estabelecimento foi aberto pelos pais dele, em 1982, há 37 anos. Hoje em dia, um toldo verde, para proteger os clientes que estacionam no local impede a visão, mas, por muito tempo, a fachada exibiu o “Mercearia Minoru”, em letras maiúsculas.

Minoru era Minoru Arakaki, o pai de Márcio. Ele diz que quando a família abriu a mercearia, tinha mais ou menos 13 anos e a região era bem diferente de que é hoje em dia. Agora, além das casas mais antigas, o bairro está cheio de escritórios, lojas e prédios que trouxeram mudanças para o local.

Mercearia era menor no começo.(Foto: Kisie Ainoã)Mercearia era menor no começo.(Foto: Kisie Ainoã)

“Não queremos que fique grande e estamos segurando do jeito que está. Se ficar muito grande, tem gente que não gosta. Tem gente que vem aqui, porque é pequeno. Se você entra aqui é rapidinho. Se você entra em um mercado grande, até chegar à última prateleira, já deu uma hora. Hoje em dia, está todo mundo corrido. Pouca gente hoje vai no mercado e fica lá uma hora escolhendo isso e aquilo”, explica.

Entre os produtos, além de frutas, verduras e legumes, também há temperos, produtos japoneses, carnes, frutos do mar e alguns itens que só se encontra ali.

Há também coisinhas típicas das mercearias antigas: canetas, lápis, produto para tirar ferrugem de roupas e até linhas de costura. São coisas que em algum momento, um cliente pediu e eles acabaram colocando na estante atrás do balcão.

Márcio diz que a diferença mesmo está no atendimento. Até hoje ele conserva o balcão onde atende os clientes e com rapidez invejável até para caixas de grandes supermercados. Quando vão pagar, já aproveitam para conversar.

Márcio diz que, aos 74 anos, a mãe dele costuma ir diariamente para a mercearia e atende os clientes.

O trabalho une toda a família: Márcio, a mãe os dois filhos e a noiva dele. Atualmente também há cerca de dez funcionários.

Mercearia une a família toda (Foto:Kisie Ainoã)Mercearia une a família toda (Foto:Kisie Ainoã)

Quando questionado sobre o que faz para manter um comércio aberto por tanto tempo no mesmo lugar e com tantos clientes, entre moradores antigos do bairro e os recém chegados, Márcio sorri tímido e diz que não sabe qual o segredo. “Eu não sei o segredo”, ele pensa mais um pouco e diz que é o atendimento.

“Quem vem não se preocupa muito com o preço. Não sei se é porque eu passo o dia atendendo, mas se eu for em um lugar e for mal atendido, eu fico bravo. Se o cara colocar o preço na metade, eu não volto lá. Muito comerciante não entende isso. Acha que é só colocar o preço ali e atender de qualquer jeito”.

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