Impulsionada por megafábrica em Ribas, produção da Suzano cresce 20% em 2025
No último trimestre do ano, empresa faturou R$ 13 bilhões; celulose domina o setor de exportações no Estado
O megainvestimento de R$ 22,2 bilhões feito pela Suzano em Ribas do Rio Pardo já se consolidou como peça central na estratégia da companhia. De acordo com informações divulgadas pelo Valor Econômico, a fábrica do Projeto Cerrado, considerada a maior unidade de celulose de eucalipto em linha única do mundo, operou a plena capacidade ao longo do último ano e foi determinante para que a produção total da empresa crescesse 20%.
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A fábrica da Suzano em Ribas do Rio Pardo, maior unidade de celulose de eucalipto em linha única do mundo, alcançou plena capacidade operacional em 2025. O investimento de R$ 22,2 bilhões foi determinante para o crescimento de 20% na produção total da empresa. Com capacidade de 2,55 milhões de toneladas anuais, a unidade contribuiu para resultados expressivos no quarto trimestre, com vendas de 3,4 milhões de toneladas e receita líquida de R$ 13,1 bilhões. A China permanece como principal mercado, mas a empresa diversifica sua presença global.
Com capacidade instalada de 2,55 milhões de toneladas anuais de celulose de fibra curta, a unidade sul-mato-grossense colocou definitivamente o Estado no mapa global do setor. O empreendimento integra o chamado “Vale da Celulose”, região que concentra grandes investimentos industriais ligados ao plantio de eucalipto e à produção da celulose.
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Segundo o presidente da Suzano, Beto Abreu, em entrevista ao Valor Econômico, a empresa mantém como prioridade a liderança mundial em celulose de eucalipto, segmento que responde por cerca de 75% da receita do grupo. Atualmente, a companhia detém aproximadamente um terço do mercado global da fibra.
O desempenho da unidade de Ribas do Rio Pardo contribuiu diretamente para os resultados financeiros mais recentes da companhia. No quarto trimestre de 2025, as vendas de celulose cresceram 8%, alcançando 3,4 milhões de toneladas, conforme demonstrações financeiras divulgadas na terça-feira (10). No mesmo período, a receita líquida somou R$ 13,1 bilhões, um avanço de 9%, superando as estimativas do mercado. Após a divulgação dos números, as ações da Suzano registraram forte valorização na bolsa.
A China continua sendo o principal destino da celulose produzida pela empresa, mas a companhia ampliou presença em outros mercados, como países asiáticos, Europa e Estados Unidos, reduzindo a dependência de um único comprador.
Depois de uma sequência de investimentos robustos, incluindo a construção da fábrica em Mato Grosso do Sul e aquisições no exterior, a Suzano agora entra em uma etapa voltada à consolidação dos ativos e à redução da alavancagem financeira. Conforme o Valor Econômico, a meta é reduzir o índice de dívida líquida para um patamar entre 2 e 2,5 vezes. Ao fim de dezembro, o indicador estava em 3,3 vezes.
Mesmo com a recuperação dos preços da celulose, a companhia informou, na última terça-feira (10), que manterá estratégia de ajuste de produção ao longo de 2026, incluindo redução de aproximadamente 3,5% no volume destinado ao mercado até o mês de agosto.
Em Mato Grosso do Sul, o segmento de Celulose e Papel liderou a receita anual das exportações industriais, com US$ 6,9 bilhões, impulsionado principalmente pela pasta química de madeira. Os principais destinos dos produtos de celulose foram China, Itália, Holanda, Estados Unidos e Turquia.
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