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Arquitetura

Na Rua do Livramento, Geni quer tudo, menos perder casa de madeira

Moradora conta que mora de aluguel há 11 anos e tem carinho por construções antigas

Por Aletheya Alves | 04/12/2023 07:32
Geni mora na casa de madeira há onze anos e não se imagina em outro lugar. (Foto: Osmar Daniel Veiga)
Geni mora na casa de madeira há onze anos e não se imagina em outro lugar. (Foto: Osmar Daniel Veiga)

Enquanto muitas casas de madeira seguem sendo destruídas ou abandonadas, a Rua do Livramento, no Jardim Cruzeiro, guarda construções antigas muito bem conservadas. Moradora de uma delas, Geni Ferreira chegou aos seus 75 anos querendo tudo, menos se livrar da casa que ganhou seu coração.

Pagando aluguel no mesmo endereço há onze anos, a aposentada garante que não vê malefícios na casinha. “Eu sempre gostei, nunca pensei em sair daqui. Antes, o banheiro ficava até só na parte de fora, mas mesmo assim a gente gostava”.

Mantendo desde as portas até o telhado original, a casa azul com rosa é pintada anualmente por dona Geni. Inclusive, nesse ano, a ansiedade está forte para que novas cores renovem o espaço.

Construção mantém a estrutura orginal conservada. (Foto: Osmar Daniel Veiga)
Construção mantém a estrutura orginal conservada. (Foto: Osmar Daniel Veiga)
Moradora narra que a simplicidade até do chão faz parte de seu gosto. (Foto: Osmar Daniel Veiga)
Moradora narra que a simplicidade até do chão faz parte de seu gosto. (Foto: Osmar Daniel Veiga)

Com quintal amplo, o local se tornou um refúgio para a família, como a moradora conta. “Aqui é tranquilo e como eu sou aposentada, aproveito para limpar o quintal e limpar a casa. É isso o que eu faço”.

Já tendo morado em construções diversas, Geni explica que o gosto por construções de madeira começou ainda na infância.

“A senhora que me criou morava fora da cidade e a gente plantava café. Ela tinha uma casa de madeira também, me lembro daqueles sacos de café dentro da casinha, se espalhando”, relembra a aposentada.

Após sair da casa da família, ela viveu em vários endereços até chegar à Rua do Livramento e não se mudar mais. “O piso é o mesmo desde que eu cheguei aqui, nunca precisou de reforma. Cuido bastante de tudo”.

Outro ponto positivo destacado por ela é o tamanho da construção, que é visto como intermediário. Ali, além das memórias da infância serem relembradas, ainda há espaço para cultivar as plantas e aproveitar para passar tempo no gramado.

Em relação à temperatura, a moradora comenta que nunca se incomodou com os períodos de extremidades. “Acho que aqui é bom, não fica muito abafado e nem muito frio. A casa é simples, mas é do jeito que a gente gosta”.

Sem ter tido oportunidade de comprar o próprio espaço, ela completa que viver ali, de aluguel, foi a melhor solução e continua sendo assim.

Outro ponto positivo destacado por ela é o tamanho da construção, que é visto como intermediário. (Foto: Osmar Daniel)
Outro ponto positivo destacado por ela é o tamanho da construção, que é visto como intermediário. (Foto: Osmar Daniel)

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