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ABRIL, QUARTA  01    CAMPO GRANDE 29º

Artes

Arte que podia ser bela fica à mercê do abandono em cidade que só tapa buraco

Por Lado B | 06/12/2015 07:56
À mercê de um abandono que saiu da planta, foi construído, mas emperrou antes que qualquer cortina de espetáculo se abrisse. (Foto e legenda de Fernando Antunes)
À mercê de um abandono que saiu da planta, foi construído, mas emperrou antes que qualquer cortina de espetáculo se abrisse. (Foto e legenda de Fernando Antunes)

O abandono das belas artes a olhos nus, tal qual a cultura numa cidade onde só se tapam buracos. As principais imagens do Olhar da Semana deste domingo tem muito do que Campo Grande vive hoje, um cenário preto e branco. À mercê de uma teoria que nunca foi para a prática e quando foi, emperrou antes que qualquer cortina de espetáculo se abrisse.

Há anos que o Centro de Belas Artes está assim: a única coisa que sobe por lá é o mato, um verde que contrasta com o reboco feito às metades. Enquanto isso, o que mais funciona na cidade é o tapa-buracos. Por necessidade e costume de remendar o que se abriu pelo tempo ou falta de qualidade, ao invés de começar tudo de novo.

A cidade está em preto e branco não só na foto. Mas no espírito. As imagens de Fernando Antunes, GersonWalber e Marcos Ermínio falam por si só: 

Por ali só sobe o matagal. (Foto e legenda de Fernando Antunes)
Por ali só sobe o matagal. (Foto e legenda de Fernando Antunes)
O que mais se faz nessa cidade: tapar buraco. (Foto e legenda de Gerson Walber)
O que mais se faz nessa cidade: tapar buraco. (Foto e legenda de Gerson Walber)
"Parcial", Campo Grande está preta e branca. Só nosso céu parece acreditar no colorido. (Foto e legenda de Gerson Walber)
"Parcial", Campo Grande está preta e branca. Só nosso céu parece acreditar no colorido. (Foto e legenda de Gerson Walber)
A tristeza de Xyrú, morador do bairro Amambaí não é pela cidade, e sim pelo sonho que se perdeu no passado. De ser jogador de futebol. (Foto e legenda de Marcos Ermínio)
A tristeza de Xyrú, morador do bairro Amambaí não é pela cidade, e sim pelo sonho que se perdeu no passado. De ser jogador de futebol. (Foto e legenda de Marcos Ermínio)