Museus de Mato Grosso do Sul entram no debate nacional sobre memória e cultura
Profissionais da cultura, pesquisadores, estudantes e representantes de museus de Mato Grosso do Sul vão participar, nos dias 1º e 2 de junho, de um encontro promovido pelo Ibram (Instituto Brasileiro de Museus) na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul. O evento faz parte do programa Reconexões, iniciativa criada para ouvir diferentes regiões do país e discutir políticas públicas para museus e preservação da memória cultural.
A proposta é aproximar o diálogo entre o governo e quem atua diretamente no setor museológico, criando espaços para debates, troca de experiências e construção de propostas voltadas aos museus brasileiros.
Criado em 2012 pelo Instituto Brasileiro de Museus, o programa percorre diferentes estados do país discutindo temas considerados importantes para o fortalecimento dos museus. Retomada em 2024, a iniciativa busca ampliar a participação das regiões brasileiras nas decisões sobre memória, patrimônio e cultura.
Segundo a coordenadora do Sistema Estadual de Museus, Cristiane Freire, Mato Grosso do Sul precisava participar mais ativamente dessas discussões nacionais.
“Faltava essa nossa participação mais efetiva e por isso fizemos questão de trazer esse programa para cá. Vamos ter dois dias com uma programação ampla, com debates, reflexões e grupos de trabalho voltados a temas específicos do setor museológico”, afirmou.
Ela destaca ainda que a parceria com a universidade permitirá a participação de estudantes e pesquisadores ligados às áreas de cultura, patrimônio e história.
Durante o encontro, os participantes também irão discutir desafios enfrentados pelos museus, formas de preservação da memória regional e maneiras de fortalecer políticas culturais mais inclusivas.
Para a diretora de Memória e Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, Melly Sena, o evento representa uma oportunidade importante para que o Estado seja ouvido nacionalmente.
“Mato Grosso do Sul carrega uma diversidade cultural muito rica, que ainda precisa ser mais reconhecida pelas políticas públicas nacionais. Esse encontro é uma oportunidade para que nossas histórias, territórios e identidades também façam parte dessas decisões”, disse.
A programação inclui palestras, rodas de conversa e grupos de discussão com representantes do setor museológico, pesquisadores, estudantes e gestores culturais.
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