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Saúde e Bem-Estar

Anvisa nega equivalência de canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai

Agência diz que testes da Unicamp só confirmaram presença de tirzepatida em produtos apreendidos

Por Gustavo Bonotto | 06/07/2026 22:49
Anvisa nega equivalência de canetas emagrecedoras trazidas do Paraguai
Apreensão reúne tirzepatida, canetas emagrecedoras e outros medicamentos irregulares encontrados durante fiscalização no Estado. (Foto: Arquivo/Campo Grande News)

A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) afirmou nesta segunda-feira (6), em nota publicada no portal do Governo Federal, que testes feitos em canetas emagrecedoras trazidas de forma ilegal do Paraguai não comprovaram equivalência com medicamentos registrados no Brasil. Segundo a agência, as análises identificaram o princípio ativo tirzepatida, mas não avaliaram se os produtos têm a mesma eficácia, segurança e comportamento no organismo.

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A Anvisa afirmou que testes realizados em canetas emagrecedoras trazidas ilegalmente do Paraguai não comprovaram equivalência com medicamentos registrados no Brasil. As análises identificaram o princípio ativo tirzepatida, mas não avaliaram eficácia, segurança nem comportamento no organismo, além de não verificarem impurezas, contaminantes ou esterilidade. A agência classificou como falsa a afirmação de que os exames teriam comprovado equivalência com remédios autorizados no País.

A manifestação contesta a informação de que exames laboratoriais teriam comprovado que as canetas analisadas são equivalentes aos remédios autorizados no País. A agência classificou essa interpretação como falsa e explicou que a comprovação exige estudos específicos de bioequivalência.

O CIATox (Centro de Informação e Assistência Toxicológica) da Unicamp analisou presença, concentração e estrutura molecular da tirzepatida nos produtos. Os testes confirmaram a existência do princípio ativo nos frascos, mas não verificaram impurezas, contaminantes, degradação, esterilidade ou presença de metais pesados.

A Anvisa também destacou que o centro da Unicamp não é credenciado no Brasil para realizar estudos de bioequivalência e não integra a Rede Brasileira de Laboratórios Analíticos em Saúde. Por isso, os resultados não permitem concluir que as canetas funcionam da mesma forma que os medicamentos registrados.

Outro ponto central é a ausência de teste de biodisponibilidade. Esse tipo de análise verifica como o organismo absorve o medicamento, qual concentração do princípio ativo chega à corrente sanguínea e quanto tempo o corpo leva para eliminá-lo. Sem essa avaliação, não há base para afirmar que dois produtos têm o mesmo efeito.

A agência explicou ainda que o registro de um medicamento exige dados sobre formulação, impurezas, controle de qualidade, processo de fabricação, eficácia e segurança. Uma análise isolada do princípio ativo não cobre essas etapas nem identifica, por si só, todos os possíveis riscos do produto.

As empresas responsáveis pelas canetas examinadas também não passaram por avaliação da Anvisa em suas linhas de produção. A agência informou que não teve acesso aos laudos nem às metodologias usadas nos testes e não certificou as fabricantes quanto às Boas Práticas de Fabricação.

A íntegra da checagem está disponível no portal oficial da Anvisa.