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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

23/06/2018 19:37

Secretaria oferece Marco para a despedida de Ilton Silva

Família pedia ajuda para fazer translado do corpo, apoio que foi garantido pelo Governo do Estado

Guilherme Henri
Ilton Silva, de 76 anos pintando uma de suas telas (Foto: Acervo/ Facebook)Ilton Silva, de 76 anos pintando uma de suas telas (Foto: Acervo/ Facebook)

O Governo do Estado por meio da Secretaria de Cultura e Cidadania ofereceu o Marco ( Museu de Arte Contemporânea de Mato Grosso do Sul) para a despedida do artista plástico Ilton Silva, de 76 anos.

Por meio do Facebook, a família do artista pedia apoio para ajudá-los com o translado do corpo de Joinville (SC) a Campo Grande, onde o corpo será enterrado.

Em nota, a secretaria de cultura garantiu que “estão em contato com a família para auxiliar em todos os trâmites”. Além disso, o titular da pasta, Athayde Nery, lamentou a morte de Ilton e destacou que Ilton era um “grande artista que representava em suas telas toda a diversidade e riqueza de nossa cultura”.

Detalhes sobre dia e hora em que o corpo chegará ao Estado ainda não foram divulgados. A reportagem tentou contato com a família, mas foi informada que todos os trâmites ainda estão em curso.

O artista - lton morreu neste sábado (dia 23). Ele estava internado há cinco dias, com quadro de pneumonia e anemia. O artista nasceu em Ponta Porã, na fronteira com o Paraguai.

Na infância, os primeiros desenhos foram na areia. Depois, começou a frequentar a escolade uma tia, que o deixava desenhar na lousa. O primeiro quadro foi aos 11 anos de idade.

Em 2016, o Lado B encontrou o artista, que morava em Santa Catarina, no Hotel União, em Campo Grande. Na bagagem, sua série mais famosa: “Cores e Mitos”, com telas multicoloridas. A série foi inspirada no cultivo da erva-mate, com mulheres paraguaias e benzedeiras.

Segundo ele, eram os cenários de quando menino. “Aquelas trabalhadoras da erva-mate pegavam as criancinhas no colo e parecia que o amor que elas tinham era tão grande, que saravam”, disse ao Lado B em 19 de outubro de 2016.

De “Cores e Mitos”, Ilton passou para outras séries, como “Peão” e “Natureza Viva”. “Com o tempo vão entrando novos personagens. A gente não fica parado e não acaba nunca”, disse.

Contando de sua veia cigana, ele pretendia vender as obras, ainda que pela metade do preço e relatou viver tempos difíceis. Ele deixa cinco filhos.



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