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Campo Grande, Quarta-feira, 13 de Dezembro de 2017

12/08/2017 07:20

Sobrinho de Marçal de Souza integra banda de rock indígena com letras engajadas

Thailla Torres
s quatro amigos incorporam a questão indígena em sua canções como forma de protesto a toda indignação e dor. (Foto: Arquivo Pessoal)s quatro amigos incorporam a questão indígena em sua canções como forma de protesto a toda indignação e dor. (Foto: Arquivo Pessoal)

Tato, Léo, Tony e Evandro formam a banda de rock ''Som da Aldeia'', criada em 2012, na região de Dourados. O mais bacana nessa história é que o grupo une duas etnias, os terena e os guarani-kaiowá. Amigos, os quatro incorporam a questão indígena em suas canções como forma de protesto diante de uma situação que há décadas só se agrava: o esquecimento.

No vocal e contra-baixo, Tato é Jayson de Souza, sobrinho de Marçal de Souza, maior símbolo da resistência indígena em Mato Grosso do Sul, líder guarani morto após uma história de luta contra violações de direitos de seu povo.

Pelo histórico familiar e proximidade com a música, Tato viu na banda a chance de fazer um trabalho diferente, levando para fora das aldeias o olhar de quem está envolvido no conflito pela retomada dos tekoha, os territórios tradicionais indígenas. "É uma música de resistência. Escrevemos letras da nossa realidade. De crítica a um sistema que tenta nos apagar", declara Jayson.

Tocando nas aldeias, por enquanto, os únicos convites são para shows em universidades. Mas Tato sonha mais longe. "Aqui na Aldeia somos bem recebidos, é claro. Principalmente, entre os jovens, mas a nossa intenção é levar nossa música fora. Precisam saber da nossa vida".

Com canções em português, as letras falam de discriminação, preconceito e homenagem a líderes como Marçal e Hamilton Lopez. ''Velho índio guarani teus olhos não brilham mais. Velho índio guarani, mataram teu povo, roubaram tua paz", canta.

E deixam a mensagem por um pedido de paz. "Caminhando pela aldeia com tristeza pude ver. Tanta dor tanta tristeza inundando o teu ser. Sei que tua dor é grande, mas escute vou dizer. Não deixe a esperança morrer, levante vamos viver, tua força é como o sol, você pode ainda brilhar".

O grupo canta em um ritmo super urbano, sem deixar de ser índios. "Podemos viver na aldeia e usar uma linguagem diferente para fortalecer nossa cultura, isso que é importante", reforça.

Quem tiver interesse em contratar a banda, o telefone para contato é (67) 99625-2070.

Confira abaixo uma das canções da banda.

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