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Campo Grande, Sábado, 22 de Setembro de 2018

25/03/2017 08:48

A que ponto chega o ódio por trás de um recado no portão de casa

"Existe muito bugre em Campo Grande e pessoas com mentalidade de índio", diz o dono da placa

Thailla Torres
A placa de Gelson está bem longe de ser um recado civilizado. (Foto: Marcos Ermínio)A placa de Gelson está bem longe de ser um recado civilizado. (Foto: Marcos Ermínio)

Foi por acaso que uma placa no portão de uma residência no Carandá Bosque chamou tanto atenção. Na mensagem longa, a impressão é de que ali vive alguém cansado de ter gente folgada estacionando na frente da garagem.

Foram duas tentativas até encontrar o dono, pela curiosidade de entender o motivo de um recado tão indignado e, aparentemente, cheio de ódio, com uso de palavras como "excremento da sociedade".

O texto diz: "Nesta entrada de garagem seguidamente estacionam seus veículos, pessoas mal educadas, desrespeitosas e inescrupulosas. É a presença do excremento da sociedade civilizada. A prova é que uma placa já foi arrancada", diz.

O dono da casa é o aposentado Gelson Flori Muller, de 69 anos, que aceita dar entrevista depois de ser chamado por um dos filhos, que também faz questão de que a placa seja divulgada. "Se quiser filmar, pode botar o que você quiser no jornal", afirma.

Insatisfeito, Gelson afirma que vai fazer uma placa maior e com menos elogios. (Foto: Marcos Ermínio)Insatisfeito, Gelson afirma que vai fazer uma placa maior e com menos "elogios". (Foto: Marcos Ermínio)

Ele conta que colocou a placa por conta de motoristas que estacionam dos dois lados da rua, o impedindo de entrar com o carro na garagem. A rua é estreita, na quadra da frente há um salão de beleza e quando o movimento é intenso, o acesso fica difícil.

"O pessoal estaciona aqui e muitas vezes minha mulher não consegue sair. Se tiver um carro desse lado e do outro, você não sai. Tem que ser um bom motorista, porque as ruas são estreitas", afirma Gelson, que nasceu no Rio Grande do Sul, mas vive em Campo Grande há 17 anos.

Em tempos de intolerância e desgaste emocional, o apelo pela paciência para resolver questões como essa na base do diálogo não empolga Gelson. Ele não economiza na raiva, nem na hora de atingir o que ela considera menor. "Eu vou fazer uma placa maior. Como existe muito bugre em Campo Grande e pessoas com mentalidade de índio, elas não sabem que as leis foram criadas para respeitar", disse.

Lembrado pela reportagem que sua história seria publicada pelo Lado B, ele não se intimidou e disse que conheceu muito indígena, e chega a relacionar o comportamento selvagem com as etnias. "Conheci muito indígena em Rondônia, estive em cidade que os índios andaram pelados e não quero nada de índio".

Mesmo ciente de estar em um estado com uma das maiores populações indígenas do País, ele não teme em reforçar a ira contra as comunidades. "Porque se os índios são donos disso aqui, eu concordo com eles, mas quero ver a escritura de quem eles compraram. Se não, tem lugar para branco, não vai ter para o índio. Não gosto, não me envolvo e não quero saber de índio. Não convivo com essa mentalidade selvagem", dispara.

Apesar dos poucos elogios a Campo Grande, ele diz que escolheu a cidade como moradia pela beleza, mas que sua terra natal é mais evoluída. "Como pago meus impostos, tenho direito de escolher onde quero morar. Mas não é por isso que vou admitir viver igual essa bugrada solta por aí. O que tem de gente mal educada nessa cidade é impressionante. Para ser ruim, tem que melhorar muito".

Resistente ao diálogo com os motoristas, Gelson fala o que acredita e ainda por cima diz que vai aprontar mais. "Você não vê um carro meu estacionado errado por aí. Não que o Rio Grande do Sul seja melhor, mas em certas coisas, está anos luz na nossa frente. Eu botei isso (placa) agora, mas se colocarem o carro na calçada, vou pegar um palito e murchar os pneus. Se reclamar vou chamar a polícia", avisa.

E ele já anda pensando em um texto novo para a placa no portão. "Ainda estou estudando o texto que vou dar, esse aqui ainda elogia muito e não tenho motivo nenhum para estar elogiando", diz.

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Gostaria de ver as pessoas que criticam o sentimento dele, se estivesse passando pelo mesmo problema...
Aqui muita gente julga sem se colocar no lugar da pessoa...
Pelo jeito não é de hoje que isso acontece....pra ele desabafar dessa maneira..
E pra falar a verdade tem muita gente que não respeita leis ou regras da boa convivência.
Falta educação, bom senso ....e se a gente reclamar... ainda acham que tem razão.....
É só ver nos noticiários todo dia...
 
Alexandre em 28/03/2017 16:07:51
Senhor mal educado e preconceituoso, sou paulista e sempre respeitei a terra. Agora o senhor tem uma mentalidade de merd*. Tem que descobrir o endereço deste senhor e estacionar na frente com fila dupla só para ele largar mão de ser otário.
 
Vitor Nunes em 28/03/2017 08:18:48
Esse senhor precisa saber que tem a polícia para resolver os problemas de transito, chame a polícia e registra um BO. Mas que não pode é escolher um lugar fora do estado de origem dele e vim ofender o povo daqui. Se não está contente volta para seu estado que diga se de passagem a região que morei no RS, também é uma região de muita ocorrência de indigina e que o estado dele também tem esses mesmo problemas, eu passei por isso lá no terra querida dele quando morei em uma rua estreita igual a que ele cita e nunca ofendi ninguém.ACONSELHO QUE PEGA SUAS COISINHAS E VOLTE PARA SEU RS.!
 
Luiz Carlos Lima Charão em 27/03/2017 06:42:43
Os gauchos nao merecem ter como representante um conterraneo tào ignorante e desqualificado....e viva o povo do rio grande e do mato grosso do sul.
 
Jose Dionysio Fernandes Veiga em 26/03/2017 14:42:40
Não acredito que esse senhor pense realmente assim, ele estava muito indignado e se deixou levar pelo momento. O repórter devia ter procurado, para esclarecer, as pessoas que não respeitam a propriedade dos outros, nem mesmo com a indicação que ali é a entrada e saída da residência em questão. É horrivel você ser impedido de chegar a sua casa por pessoas folgadas e mal educadas que estacionam mesmo sabendo que ali é um portão. Perde-se muito tempo chamando a agetran para resolver algo que por si só não existiria se as criaturas tivessem bom senso!
 
Hélia De Albuquerque Palhares em 26/03/2017 09:53:20
Rapaz! Eu arrancava é o portão dele! Aonde já se viu achar ruim por estacionar na entrada da garagem dele! E tem mais: Na próxima vez eu vou estacionar é dentro da garagem! Viva a zoeira!
 
Augusto C. G. Galvão em 26/03/2017 09:00:27
KKKKKKKKKKKKK
E o dito cujo ainda acha que os excrementos são os outros.
 
Critico em 25/03/2017 18:48:11
Será que somos nós índios que estamos estacionando em frente da sua casa? ou somos nós que estamos frequentando este salao? acho que o senhor tem todo o direito de reclamar sem insultar ou desmerecer nós indios desta cidade, não me recordo de nenhum de meus patricios ofenderem a ninguem , conheço pessoas do Rio grande muitos educados e respeitosos comigo com minha familia isso p/ mim e descriminação. SOU INDIO TERENA COM MUITO ORGULHO!!!!!!!!!
 
Nerio Leonice Kadoshi em 25/03/2017 12:09:17
Apesar de achar que ele está agindo de forma errada no modo como se refere aos índios e bugres, uma vez que a maioria das pessoas dessa etnia não tem condições de ter um carro e muito menos de morar num bairro como o Caranda Bosque, então não são eles que estacionam em frente à sua casa, e sim pessoas de sua mesma classe social, não posso deixar de concordar com ele em alguns aspectos. O mal da população, no geral, não apenas índios e bugres, é a completa falta de respeito a seu semelhante, à propriedade privada. Vemos isso o tempo todo no dia a dia, seja no trânsito, no ambiente de trabalho, ao entrar em um elevador. As pessoas simplesmente não respeitam o direito dos outros e esquecem que também tem deveres.
 
Mariana Carvalho em 25/03/2017 11:47:01
É indígena quem esta atrapalhando esse silvícola. Acho melhor ele voltar para sua terra evoluída e nos deixar em paz ou então fazer mais aulas de trânsito para saber manobrar. E o fato das ruas serem estreitas foi justamente para evitar que pobres tivessem acesso ao bairro, pois os coletivos não poderiam passar. Quem morava aqui antes dele foram as comunidades indígenas, partindo desse princípio, ele pode ser denominado de.....
 
Veronice Braga em 25/03/2017 09:44:19
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