Anos depois, o Lado B foi ao Barretão contar a ligação da festa com MS
Muito antes dos shows, comitivas saíam de Paranaíba rumo a Barretos, no interior de São Paulo
RESUMO
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Mato Grosso do Sul tem ligação histórica com a Festa do Peão de Barretos, criada em 1956. Antes da divisão dos estados, peões de Paranaíba percorriam longas comitivas até Barretos conduzindo tropas de mais de mil cabeças de gado. Nesses encontros, exibiam habilidades com o gado e disputavam entre si, fortalecendo a cultura do rodeio que originou o evento, hoje um dos maiores do Brasil.
Nas redes sociais, só se fala no Barretão, ou Festa do Peão de Barretos, interior de São Paulo. Mas o que muita gente talvez não saiba é que Mato Grosso do Sul tem uma ligação histórica com as raízes de uma das maiores festas de peão do Brasil.
Muito antes dos grandes shows, das multidões e da famosa arena projetada por Oscar Niemeyer, boiadeiros que saíam do território que hoje pertence a Mato Grosso do Sul já cruzavam a região de Barretos.

Na época, o estado sul-mato-grossense ainda fazia parte de Mato Grosso, e peões, principalmente da região de Paranaíba, encaravam longas comitivas rumo ao interior de São Paulo, conduzindo tropas que podiam ultrapassar mil cabeças de gado.
Hoje, sair de Campo Grande e chegar a Barretos significa percorrer cerca de 700 quilômetros de carro, em uma viagem de aproximadamente 9 horas. Já de Paranaíba, cidade que teve papel importante nas antigas rotas dos boiadeiros, são cerca de 330 quilômetros, pouco menos de 5 horas. No passado, essa viagem era bem diferente.
Eram muitos dias na estrada. Ao chegar à região de Barretos, esses peões encontravam um ponto de parada, descanso e encontro com outros boiadeiros. Era também nesses momentos que mostravam suas habilidades na lida com o gado e surgiam disputas entre os peões.
Esses encontros e competições ajudaram a fortalecer a cultura do rodeio na região. Foi nesse cenário que, em 1956, nasceu a Festa do Peão de Boiadeiro de Barretos. Com o passar dos anos, o evento cresceu e se transformou no Barretão que hoje reúne milhares de pessoas e movimenta as redes sociais em todo o país.
Por isso, quando um sul-mato-grossense vai ao Barretão, talvez nem imagine, mas também está reencontrando um pedacinho da própria história.



