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Comportamento

Antes de fazer café caro, pássaro jacu já era ‘produtor’ de tereré

O IHGMS guarda uma série de curiosidades e, entre elas, está a participação do pássaro que ficou famoso

Por Aletheya Alves | 17/06/2024 06:57
Instituto Histórico e Geográfico conta sobre importância de ave para cultivo de erva-mate. (Foto: Agraer/Felipe das Neves Monteiro)
Instituto Histórico e Geográfico conta sobre importância de ave para cultivo de erva-mate. (Foto: Agraer/Felipe das Neves Monteiro)

Há alguns anos, o jacu ficou famoso com café feito a partir de suas fezes, sendo considerado a bebida mais cara do Brasil. Mas, antes disso, entre os séculos XIX e XX, o pássaro já era “produtor” de erva-mate e protegido por aqui, como conta o IHGMS (Instituto Histórico e Geográfico de Mato Grosso do Sul) em uma série de curiosidades regionais.

Para quem gosta de conhecer detalhes históricos, o Instituto tem conteúdo de sobra disponibilizado tanto em sua sede, na Avenida Calógeras, quanto online no site ihgms.org.br. E, entre eles estão as informações sobre o jacu.

Segundo o Instituto, quando a região estava em seu auge com a produção, a Companhia Matte Larangeira não permitia que o jacu fosse abatido, assim como o tucano. Isso porque os dois, principalmente o jacu, se alimentavam das sementes da erva e, consequentemente, as espalhavam pelas fezes.

“A erva-mate já era nativa, porém quando se plantava suas sementes demorava muito tempo para germinar devido à resistência em sua formação botânica”, é relatado no texto de curiosidades e é aqui que entra o jacu.

Depois de se alimentar das sementes, a casca era “quebrada” e, no fim das contas, a germinação ficava mais fácil e rápida.

Trabalhadores carregando erva-mate na região entre Mato Grosso do Sul e Paraguai. (Foto: Arquivo/Matte Laranjeira)
Trabalhadores carregando erva-mate na região entre Mato Grosso do Sul e Paraguai. (Foto: Arquivo/Matte Laranjeira)

No caso do café, para quem não se lembra ou não ficou sabendo da fama, também são as fezes do pássaro que se destacam na história. Em 2021, o Lado B contou sobre o processo: após comer os grãos de café, a ave faz a digestão e, por não ter estômago, elimina a casca e a polpa do café.

Quem trabalha com o grão garante que o sabor é único e com a limpeza e torra, não é necessário se preocupar com a higiene do processo. Na época da matéria, o barista entrevistado, Denilson Dias, contou que o grão passava por uma fermentação orgânica dentro do pássaro.

E, falando sobre as curiosidades compartilhadas pelo IHGMS, os assuntos ainda falam sobre o Pão de Açúcar de Mato Grosso do Sul (que fica na região Porto Murtinho e tem altitude máxima de 545 metros), as histórias sobre municípios do Interior e relações entre fatos históricos (como a presença dos jesuítas) e as cidades.

Para quem quiser visitar o Instituto Histórico e Geográfico de MS,o espaço funciona das 7h às 11h e das 13h às 17h de segunda à sexta-feira na Avenida Calógeras, 3000.

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