Aos 80, Eliude tem quase 60 amigos e diz que agora aproveita a vida
Festival do Idoso chegou à 4ª edição com apresentações culturais e atividades durante uma tarde
O CCI Vovó Ziza lotou nesta quarta-feira (12) com cerca de 600 idosos reunidos para dançar, praticar esporte, encontrar os amigos e mostrar que disposição não tem muita relação com idade. Entre eles estava Eliude de Andrade, de 80 anos, que joga vôlei, bocha e malha, faz crochê, costura, música, poesia e ainda diz que hoje aproveita a vida mais do que antes. “Eu acho que hoje eu vivo melhor do que antes”, destaca.
RESUMO
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Campo Grande celebrou os 127 anos com o IV Festival do Idoso no SUAS, reunindo cerca de 600 idosos no CCI Vovó Ziza. O evento promoveu música, dança, esporte e cultura, destacando o protagonismo dos participantes. Organizado pelo SUAS, o festival reforça vínculos comunitários e o acesso a direitos. Interessados podem se inscrever nos CRAS ou Centros de Convivência do Idoso.
Eliude participou pela segunda vez do FESTSUAS (Festival do Idoso no SUAS), que chegou à quarta edição reunindo idosos de diferentes regiões de Campo Grande. A programação teve apresentações culturais, atividades esportivas e estandes com trabalhos desenvolvidos pelos próprios participantes.
Para Eliude, festa não é novidade. Ela lembra bem da edição anterior. “Foi muito bom, foi ótimo. Fizemos uma bagunça, fizemos uma festa, fizemos tudo”, recorda.
A rotina dela também ajuda a entender de onde vem tanta disposição. Além de costura, crochê, música e poesia, Eliude pratica esportes. Joga vôlei, bocha e malha, participa de jogos de mesa e já conquistou até título estadual.
Ela conta que sempre foi assim. Quando os filhos eram pequenos, aproveitava os momentos em que eles ficavam com o marido para fazer ginástica e praticar esportes. “Eu nunca deixei de fazer. Sempre estive fazendo alguma coisa”, afirma.

O que mudou com a aposentadoria foi o tempo. Com os filhos crescidos e menos responsabilidades dentro de casa, Eliude conseguiu abrir ainda mais espaço para aquilo que gosta.
Hoje, vai ao CCI praticamente todos os dias. Pela manhã, joga vôlei. Depois, participa de outras atividades e encontra os amigos. “A gente não vem só jogar vôlei, a gente vem se divertir, a gente brinca, a gente conversa.”
E foi justamente nessas idas ao CCI que a turma aumentou. Eliude calcula que já tenha feito quase 60 amizades no espaço. “Se você não tem nada para fazer, vai lá conversar. Tem lugar para você conversar, aqui tem onde você se distrair, têm onde você brincar, fala com as pessoas. Eu faço tudo o que eu posso fazer e mais um pouco”, finaliza.
Também no meio da festa estava Maria Madalena, de 71 anos. Aposentada, ela frequenta o CCI Vovó Ziza desde 2016 e brinca que já virou “cria da casa”. “Eu não saio daqui”, diz, aos risos.
Entre as atividades, uma é compromisso certo: o baile de sexta-feira. “Toda sexta-feira a gente está aqui no baile”, conta.
Maria compartilha a programação nas redes sociais e ainda chama os amigos para participar. “Eu escrevo lá: estaremos lá com certeza. Sempre eu comento, compartilho e convido todo mundo para ir”, conta.
Nesta quarta-feira, antes mesmo de chegar ao festival, Maria já tina passado por dois exames médicos e ainda dançado chamamé.
“De manhã eu fiz dois exames médicos. Depois, me troquei no hospital, e fomos dançar chamamé. Sai de lá e viemos pra cá, não tem tempo ruim. Para que a gente cansa só depois que acaba”, relembra.
Festival reuniu idosos de diferentes regiões
O FESTSUAS é realizado uma vez por ano e, nesta edição, reuniu cerca de 600 participantes. Além das apresentações culturais, os grupos mostraram atividades e trabalhos desenvolvidos nos territórios onde vivem.
Para uma das organizadoras, Gizeli Motta, de 54 anos, a programação também é uma forma de aproximar os idosos e fortalecer as relações criadas nesses espaços.
“A promoção da convivência, do fortalecimento de vínculos e da gente incentivar o pertencimento deles dentro do território deles”, diz.
Quem quiser participar das atividades oferecidas ao longo do ano pode procurar o CRAS (Centro de Referência de Assistência Social) ou um Centro de Convivência do Idoso da região onde mora e fazer a inscrição no Serviço de Convivência e Fortalecimento de Vínculos.
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