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Campo Grande, Quinta-feira, 20 de Setembro de 2018

25/09/2017 06:05

Aos 81 anos e católica, mãe leva aliança para filha se casar com outra mulher

Terezinha diz que quando a filha revelou que era lésbica, chegou a ficar revoltada, mas logo o amor venceu

Mariana Lopes
Dona Terezinha entrou pelo tapete vermelho com as alianças e vestida de todo o amor pela filha e a noraDona Terezinha entrou pelo tapete vermelho com as alianças e vestida de todo o amor pela filha e a nora

Quando a música começou a tocar e dona Terezinha Pereira de Magalhães se posicionou em frente ao tapete vermelho, a emoção tomou conta dos convidados, padrinhos e, principalmente, do casal que esperava no altar as alianças que ela carregava. Não era apenas uma mãe caminhando em direção à filha e à nora, era o amor derrubando barreiras que, muitas vezes, o preconceito cria.

Aos 80 anos e ministra da Eucaristia na Igreja Católica, o maior receio dela era ser julgada e criticada pela comunidade onde participa. Por isso, antes de aceitar o convite da filha para entrar com as alianças na cerimônia do casamento, ela procurou um sacerdote para orientá-la.

Dona Terezinha conta que ao perguntar ao padre se poderia levar as alianças para a filha que se casaria com outra mulher, a resposta dele tirou toda a angústia que guardava. "Ele me perguntou se eu gostaria de levar e eu disse que sim, porque amava minha filha. Então ele me disse para eu ir de cabeça erguida".

Terezinha confessa que no início, quando a filha revelou que era lésbica, ficou revoltada, mas que logo o amor venceu este sentimento e ela abraçou a filha na totalidade dela. "Esses dias um jovem de 19 anos se enforcou porque os pais não aceitavam que ela era homossexual. Jamais me perdoaria se fizesse isso com minha filha. Nós, pais, temos que orientar, mas principalmente dar amor e carinho aos nossos filhos", diz dona Terezinha, em toda a sabedoria de seus 80 anos.

Momento carinho quando Terezinha entregou as alianças ao casalMomento carinho quando Terezinha entregou as alianças ao casal

A filha, Débora Magalhães, assumiu que gostava de mulheres aos 22 anos, depois de ter se envolvido com homens e também de ter um filho, hoje com 21 anos. Ela conheceu a atual esposa, a empresária Luzinete Rodrigues, de 34 anos, através das redes sociais em 2015. De lá para cá, as duas decidiram que iriam se casar, mas os planos estavam limitados ao cartório.

"Sempre tive o sonho de me vestir de noiva e, um dia, passei em frente a uma loja de vestidos, entrei para ver e na hora que eu estava provando um modelo a Luzinete me ligou. Aproveitei para pedi-la em casamento. Ela aceitou e saí da loja com o vestido comprado", recorda Débora.

Foi, então, que elas começaram a fazer de tudo para o sonho ser realizado. E neste final de semana, as duas disseram "sim" para oficializar o amor que nasceu dentro delas há 2 anos. A cerimônia foi em uma chácara dentro de Campo Grande, para poucas pessoas e uma festa bastante intimista.

A cumplicidade do casal esteve presente até na hora de elas se arrumarem. As noivas deixaram de lado a superstição de que não poder ver o vestido antes do casamento. Débora e Luzinete se arrumaram juntas e, inclusive, arrumaram o vestido uma na outra. E quem esteve ao lado delas o tempo todo, ora de pertinho, ora observando de longe, foi dona Terezinha, que hoje nos ensinou que o amor deve estar acima de tudo.

Luzinete e Débora se arrumaram juntas para o casamento (foto: Marina Pacheco)Luzinete e Débora se arrumaram juntas para o casamento (foto: Marina Pacheco)


Sem entrar no mérito da questão, só faço uma ressalva: "a emoção tomou conta do casal'. Duas mulheres ou dois homens jamais formarão um casal. Pode chamar de par, parelha, companheiras, etc., menos casal, pois casal; é um macho e uma fêmea. Isso é auto explicável. E não nos venha dizer que é discriminação, homofobia e não sei mais o que.
É uma minoria, tentando nos fazer crer, que o errado é certo. Quando publicarem uma matéria dessas, pelo menos, utilizem a designação correta.
 
JOELSON CHAVES DE BRITO em 25/09/2017 15:42:27
Qual mãe quer o mal do filho??????? Acredito que nenhuma mesmo sendo ladrão, traficante, drogado... Mas qual a diferença se ela é Católica, evangélica, umbanda ou qualquer outra religião??? A religião prega que não aceite o, seu filho mesmo estando em erro? Ah sim mas se trata da mídia esquerdista nojenta querendo nos enfiar goela abaixo que é certo e esta tudo as mil maravilhas. Que lixo de reportagem.
 
paulo em 25/09/2017 12:34:29
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