Apesar do conservadorismo, muita gente tem curiosidade sobre swing
Em pesquisa, 45,7% dos participantes do Estado afirmaram ter interesse na troca consensual de casais
Embora Mato Grosso do Sul costume ser associado a um perfil mais conservador, uma pesquisa divulgada por uma rede social adulta aponta que, longe dos holofotes, a curiosidade sobre novas experiências sexuais pode ser maior do que muita gente imagina.
De acordo com o levantamento, 45,7% dos participantes do Estado afirmaram ter curiosidade sobre o swing, prática conhecida pela troca consensual de casais, mas disseram nunca ter experimentado. Os dados foram divulgados às vésperas do Dia do Swing, comemorado em 8 de agosto.
Outros 26,5% declararam praticar swing atualmente e o mesmo percentual afirmou já ter vivido a experiência ao menos uma vez. Somadas, as três categorias representam 98,7% dos entrevistados.
O material divulgado pelo Sexlog não informa quantas pessoas participaram da pesquisa em Mato Grosso do Sul, como os entrevistados foram selecionados, quando as respostas foram coletadas nem qual seria a margem de erro.
O percentual de pessoas que afirmaram praticar swing atualmente em Mato Grosso do Sul ficou praticamente igual à média nacional divulgada pela plataforma, de 26,4%.
A maior parte das pessoas que respondeu à pesquisa no Estado é formada por homens, que representam 75,3% dos participantes. As mulheres somam 19,3%.
A faixa etária mais presente na pesquisa foi a de 35 a 44 anos. Entre os motivos que despertam interesse pelo swing, a busca por novidade e aventura apareceu em primeiro lugar, mencionada por 21,5% dos entrevistados. A realização de uma fantasia ficou em segundo, com 16,6%.
Mas nem tudo é curiosidade e vontade de experimentar. O medo do julgamento foi apontado como uma das principais barreiras, citado por 13,9% dos participantes. O ciúme apareceu logo atrás, com 13,5%, enquanto a religião foi mencionada por 3,6%.
Apesar dos receios, os participantes de Mato Grosso do Sul demonstraram relativa facilidade para falar sobre o assunto. Em uma escala de 1 a 5, o nível médio de conforto para conversar sobre swing foi de 3,39, acima da média nacional divulgada pelo Sexlog, de 3,14.
Para 84,3% dos participantes sul-mato-grossenses, a sociedade está mais aberta para discutir o tema. No cenário nacional, o percentual informado foi de 80,4%.
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