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Comportamento

Aplicativo para avaliar as mulheres, Tubby não passou de "trolagem"

Por Paula Maciulevicius | 06/12/2013 09:53
Na Fan Page, a foto de capa traz a frase “Não é trollagem. É mensagem”, ao invés do slogan anterior “Sua vez de descobrir se ela é boa de cama”.
Na Fan Page, a foto de capa traz a frase “Não é trollagem. É mensagem”, ao invés do slogan anterior “Sua vez de descobrir se ela é boa de cama”.

Apresentado como a revanche para que, de avaliados os homens passassem a atribuir notas e comentários às mulheres, os criadores do “Tubby” anunciaram nesta sexta-feira que o aplicativo nunca existiu para essa função que tudo foi uma brincadeira, uma "trolagem".

No mesmo vídeo no Youtube que anunciava a ferramenta, em que aparecem os idealizadores Guilherme Salles e Rafael Fidelis, um suposto investidor, explica os objetivos do aplicativo em coreano. No entanto, a primeira legenda em português era falsa. A verdadeira mensagem pode ser lida ao ativar o sistema de legendas do YouTube.

Segundo a legenda, o aplicativo explica que se tratava de uma campanha para conscientizar as pessoas dos limites da exposição e dos riscos da violação da intimidade. “Sério, caras, vocês caíram nessa bobagem? 2014 já está chegando e ainda tem gente querendo regredir para 6ª série, dando notas pra pessoas do sexo oposto”, diz o rapaz. “Pessoas não são objetos, e a intimidade de um relacionamento, por pior que tenha sido, não pode ser exposta dessa forma”, argumenta.

Ele continua dizendo que esse tipo de aplicativo pode até ser “mera brincadeira”, mas dão ferramentas para que as pessoas possam fazer estragos na imagem pública das outras e exemplifica casos em que intimidades filmadas por ex-namorados vazaram na rede.

O jovem fala ainda no “aspecto sexista”, “machista” e “heteronormativo” de aplicativos como o “Lulu” - e como também seria o “Tubby”.

Ao fim, questiona se pessoas que usam aplicativos como esses ouviram falar de “respeito, intimidade e privacidade” e sugere que deixem de ser “babaca, imaturo e sem noção”.

O aplicativo chegou à Google Play. Porém, ao ser instalado, o mesmo vídeo é que aparece aos usuários. Na Fan Page, a foto de capa traz a frase “Não é trollagem. É mensagem”, ao invés do slogan anterior “Sua vez de descobrir se ela é boa de cama”.

Na última quarta-feira, a Justiça aceitou o pedido de medida cautelar feito por coletivos femininos como a Marcha Mundial das Mulheres, Movimento Mulheres em Luta, Marcha das Vadias, entre outros e proibiu o aplicativo de ser disponibilizado no Brasil. (Com informações do G1).

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