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Comportamento

A 24 horas da “vingança” dos homens, aplicativo Lulu perdeu a graça

Por Lado B | 04/12/2013 12:45
Promessa de melhorar o conceito em propaganda do Lulu Fake.
Promessa de melhorar o conceito em propaganda do Lulu Fake.

A guerra dos sexos moderna produziu o aplicativo Lulu, levou uma legião de homens à loucura que reagiram com a versão masculina “Tubby” e com vários outros serviços que conseguem burlar as avaliações das meninas.

Antes mesmo do app da turma do “Bolinha” (Tubby em inglês) entrar em funcionamento, a brincadeira perdeu a graça. A história perdeu a credibilidade porque é possível comprar hashtags positivas e elevar a avaliação masculina no Lulu.

Como na Justiça convencional, só quem não tem dinheiro será julgado agora no Lulu. Para os endinheirados, por R$ 25,00 já é possível elevar a nota em até 72 horas, com a hashtag “Pegador”. Ainda há os pacotes “Comedor” e “Kid Bengala”, por R$ 59,90 e R$ 99,90, com até 6 avaliações para levantar a moral.

Mas, ao avaliar os nomes dos planos, fica evidente que a equipe deve ser basicamente masculina, já que para a maioria das mulheres o que conta mesmo é #fofocomãe, #jáacordagato, #semprecheiroso, #respeitaasmulheres, #pagaaconta...

Os serviços do “Lulu Fake” foram criados em Mato Grosso do Sul, pelo mesmo grupo que idealizou o “Namoro Fake”, aquele que aluga namoradas de mentira para postagens no Facebook.

Para vender os pacotes, a propaganda apela para o “bom senso”: “Quanto você gasta em jantares, cinema, gasolina e baladas para impressionar uma menina? Nossos planos estão até baratos demais pela moral que vão te trazer!”

Mas os meninos têm concorrência. O tumblr “Melhore Seu Lulu” tem valores bem mais altos, mas jura ser mais complexo. Por R$ 100, o cara é enquadrado no “Manda Bem”. Por R$ 150,00 vira o “Gostosão” e se quiser investir pesado ganha o conceito “É para Casar”, com um “Já Peguei” ao perfil do usuário, além de 30 hashtags positivas, R$ 500.

No caso do "Melhore Seu Lulu", além da propaganda, também vem uma ameaça daquelas. Se o homem pedir, mas não pagar certinho, pode ganhar 90 hashtags negativas.

O Tubby deveria entrar no ar hoje, mas o lançamento foi adiado para as primeiras horas de sexta-feira, por conta de imprevistos. Segundo os criadores da “revanche”, que só podiam ser brasileiros, foram tantos acessos já no dia do anúncio nas redes sociais, que foi preciso melhorar o suporte técnico e a estrutura do servidor.

Outro problema foi o suposto uso dos dados para outros fins a não ser do Tubby, o que provocou vários descadastramentos do aplicativo. Para evitar a debandada, os administradores desabilitaram a possibilidade de cadastrar ou eliminar o cadastro, o que será novamente ativado na sexta-feira.

Nesta quarta, algumas postagens fakes são distribuídas pelas redes sociais, com fotos de mulheres e avaliações do tipo bem barra pesada, atribuídas ao Tubby. Mas, por enquanto, não passa de mentira.

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