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Comportamento

Ator volta aos anos 80 e lembra momentos da “polícia sem poder”

Espedito fez parte da Patrulha Mirim, que deu origem ao Instituto Mirim e era ligada à Polícia Militar

Por Lucas Mamédio | 21/06/2021 08:19
Espedito a frente em posição de sentido, ele é da primeira turma (Foto: Roberto Higa)
Espedito a frente em posição de sentido, ele é da primeira turma (Foto: Roberto Higa)

A lembrança de um tempo longínquo, de uma história quase desconhecida dos campo-grandenses. Foi esse o “favor” que o ator Espedito Di Montebranco fez em suas redes sociais, ao lembrar da época que fez parte da primeira turma de patrulheiros mirins, em 1983.

Desses, segundo o ator, ele foi o primeiro a ser empregado. “Sou grato por ter sido o primeiro Patrulheiro Mirim de Campo Grande a ser empregado, isso no ano de 1983. Fiquei 18 anos no DERSUL (Departamento de Estradas de Rodagem de MS) – hoje Agesul - e saí em 1998 para seguir minha carreira artística. Sem dúvidas a Patrulha Mirimabriu portas para ser  quem sou hoje”, disse ele na postagem que foi acompanhada de uma foto da época feita pelo lendário fotógrafo Roberto Higa.

Ex-prefeito Ludio Coelho com a esposa Dona Hilda inaugurando a sede da Mirim, no Horto Florestal (Foto: Roberto Higa)
Ex-prefeito Ludio Coelho com a esposa Dona Hilda inaugurando a sede da Mirim, no Horto Florestal (Foto: Roberto Higa)
Patrulheiros Mirins em formação durante a rotina na instituição (Foto: Roberto Higa)
Patrulheiros Mirins em formação durante a rotina na instituição (Foto: Roberto Higa)

A Patrulha Mirim era uma “polícia sem poder” e foi a instituição que deu origem ao que é hoje o Instituto Mirim. Nasceu como uma espécie de força policial de apoio, composta por jovens, todos sexo masculino, que não tinham, nem de longe, as atribuições dos policiais, mas ajudavam como podiam.

“Eu trabalhava num posto de combustível ao lado do Teatro Aracy Balabanian, quando tive um problema de saúde e minha resolveu me inscrever na primeira turma da Patrulha. Começamos na Rua 15 de Novembro, fomos para Rui Barbosa, até chegar no Horto Florestal, onde está até hoje”, conta Espedito.

Espedito atuando hoje como ator em uma peça de teatro (Foto: Reprodução)
Espedito atuando hoje como ator em uma peça de teatro (Foto: Reprodução)

Os patrulheiros usavam uniformes militarizados, muito parecidos com o dos policiais, além de ser treinados por eles, batiam continência e tudo mais.

“Passávamos o dia inteiro na patrulha, tínhamos curso de datilografia. Tinha até um lugar dentro da instituição onde os patrulheiros ficavam detidos”.

Pouca gente lembra também, mas houve uma época em que Campo Grande era tomada por gangues, todas elas ligadas a bairros. “Muitos pais usavam a Patrulha “endireitar” os filhos, por conta da condução rigorosa dos superiores”.

O Instituito Mirim hoje é responsabilidade da Prefeitura e tem como um dos seus principais objetivos prepara e capacitar o jovem para o mercado de trabalho, dar a ele o primeiro emprego. No caso do ator, como já dissemos, ele foi o primeiro.

“Definitivamente foi a experiência que mudou minha vida. Foi o que me levou para o setor público que fiquei os 18 anos, depois passei no concurso até chegar ao ponto que deixei isso pra focar só na minha carreira artística”.

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