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Comportamento

Blogueira de moda gospel tem 55 anos e loja própria "sem cafonice"

De olho nas tendências, dona de negócio evangélico tem clientela forte no "glória à Deus" mesmo em meio a escuridão da pandemia

Por Raul Delvizio | 26/09/2020 07:35
Em pose super "blogueirinha", dona da loja de roupas evangélicas é literalmente a cara do négócio (Foto: Arquivo Pessoal)
Em pose super "blogueirinha", dona da loja de roupas evangélicas é literalmente a cara do négócio (Foto: Arquivo Pessoal)

Irmã Angela tem bossa no vestuário e coração ungido de fé. Dona do próprio negócio, viu a mudança gradativa – em suas palavras –  "da cafonice que era a moda gospel" para um novo guarda-roupa baseado nas tendências atuais de tecidos, cortes, estampas e cores. Claro, desde que obedecendo os preceitos cristãos.

"Hoje em dia não tem mais aquela coisa brega da roupa evangélica. Todo mundo tinha isso na cabeça né, era falar em moda gospel que já vinha o cafona no ar. Não tem nada mais disso, estamos super antenados na moda. Apenas priorizamos os cortes certos, conforme às leis de Deus".

Cansada de ser cafona, moda gospel já adotou a pegada de "moderninha" (Foto: Arquivo Pessoal)
Cansada de ser cafona, moda gospel já adotou a pegada de "moderninha" (Foto: Arquivo Pessoal)

E o que significa seguir esses preceitos divinos? "Roupas sempre de manga. Caimento valorizando a roupa. O corte só pode ser até a altura dos joelhos, nunca acima. E nada de decote extravagante", prega Angela Jadgewski.

Aos 55 anos e mãe de duas filhas, ela já é dona da própria butique religiosa e com isso se tornou a "blogueira abençoada" nas redes sociais.

"Aquele tipo de comerciante atrás do balcão, esse sim ficou no passado. Se eu não estivesse pelo menos no Instagram, seria melhor eu já ter fechado as portas. E eu enxerguei a necessidade antes disso acontecer. Sou eu quem devo dar cara a tapa no meu negócio", considera.

Combinação "de executiva" também pode ter estampa de oncinha (Foto: Arquivo Pessoal)
Combinação "de executiva" também pode ter estampa de oncinha (Foto: Arquivo Pessoal)

Antes de entrar no virtual, a irmã trabalhou 1 ano como sacoleira. Tudo começou com uma viagem que fez ao Paraná, onde visitou um shopping atacadista que a deixou encantada. A moda evangélica "de bom gosto" era super forte por lá, então Angela resolveu apostar na ideia aqui em MS.

Passados 8 anos, já fez venda pelo boca a boca, diretamente no pós-culto de igreja ou mesmo recebendo a clientela em casa, criou página no Facebook, recebeu pedido de encomendas pela internet – e tudo mais.

"Antes, minha filha que era adolescente na época, sempre tinha um evento de igreja ou até uma festinha, mas não tinha roupa bonita pra ir. Agora já tenho loja própria, trabalho tanto no presencial quanto com entregas. Já atendi pedidos de Cuiabá, Bahia, São Paulo, muita gente de fora".

Já dizia Rita Lee: "por isso não provoque, é cor-de-rosa choque" (Foto: Arquivo Pessoal)
Já dizia Rita Lee: "por isso não provoque, é cor-de-rosa choque" (Foto: Arquivo Pessoal)

Fregueses fiéis que inclusive cobram quando ela fica "desaparecida", sem postar nada no perfil. "Já recebi mensagem perguntando se tava tudo bem, se eu tinha pego covid. Questionam meu sumiço de 2-3 dias sem postar. Afinal, sou eu a vitrine da loja", avalia.

E por falar em covid, Angela mandou uma oração à todos: "temos sempre que orar muito à Deus para que tudo isso acabe logo, que volte tudo ao normal muito em breve. Tenhamos fé". Amém.

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Angela Jadgewski faz parte da Congregação Cristã do Brasil (Foto: Arquivo Pessoal)
Angela Jadgewski faz parte da Congregação Cristã do Brasil (Foto: Arquivo Pessoal)


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