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Comportamento

Bombardeada de perguntas, mãe ilustrou as curiosidades do filho

Livro feito pela psicanalista e escritora Isloany Machado fala sobre a morte e até o sentido da vida

Por Idaicy Solano | 20/05/2024 07:25
Livro foi escritor por Isloany, em parceria com o filho (Foto: Arquivo Pessoal)
Livro foi escritor por Isloany, em parceria com o filho (Foto: Arquivo Pessoal)

A psicanalista e escritora Isloany Machado, 39, transformou os questionamentos do filho, Adriano Machado Laureti, 8, em um livro ilustrado que convida o leitor a refletir sobre onde vamos após a morte e qual o sentido da vida. A obra nasceu de uma parceria entre os dois, diante da curiosidade de Adriano .

O livro foi inspirado por um momento específico na vida da criança, quando ele tinha cerca de 6 anos. Sloany diz que o filho sempre foi curioso, mas foi nesse período que ele começou a questionar sobre a morte e para onde as pessoas vão quando morrem.

Isloany, sem conseguir encontrar uma resposta reconfortante e concreta, ou de perspectiva religiosa, disse que as pessoas se tornavam estrelas. Mas as perguntas de Adriano não pararam por aí. Foi então que surgiu a ideia de incentivá-lo a escrever.

“E ele queria saber ‘mas como isso acontece?’ Uma curiosidade insaciável. Daí, eu peguei um papel e fui anotando as perguntas e ele se empolgou com isso. Como eu sou escritora, quando eu tô angustiado com alguma coisa a escrita me alivia. E eu percebi que era uma questão que angustiava ele e pensei que talvez escrever pudesse funcionar para ele”, conta Isloany.

Adriano assinou alguns exemplares para a mãe vender (Foto: Arquivo Pessoal)
Adriano assinou alguns exemplares para a mãe vender (Foto: Arquivo Pessoal)

A escritora conta que foi anotando todas as perguntas de Adriano, e a partir disso criou uma narrativa em que os personagens contam histórias a partir dos questionamentos que o filho fazia para ela. “Quem que vive mais? Tem algum ser que seja infinito, que não seja infinito? Então, é uma série de questionamentos bem específicos em relação

Segundo a escritora, existe uma realidade inegável: a vida tem um fim. No livro, ela tenta transmitir para o filho, e aos leitores, a ideia de que as pessoas se transformam em estrelas após a morte. Mas além dessa metáfora, a mensagem é sobre como enfrentamos essa certeza.

A obra é baseada na filosofia Nietzscheana e na psicanálise de Freud. Ela cita o texto ‘Sobre a Transitoriedade’, que traz um diálogo pessimista sobre qual seria a graça da vida, já que ela acaba. “Ele diz assim uma flor dura um dia, mas isso não tira o brilho da existência dela, mesmo que seja curta. Então, a mensagem [do livro] é sobre isso”.

Uma das páginas de livro ilustrado que reflete sobre a morte (Foto: Arquivo Pessoal)
Uma das páginas de livro ilustrado que reflete sobre a morte (Foto: Arquivo Pessoal)

Confira a Sinopse 

Joaquim é um menino muito perguntador. Um dia, ele descobre a palavra "morte", e que ela é algo que existe para todo ser vivo. Então acaba? Descoberto isso, a grande questão agora é “mas o que acontece depois?”. A batata quente cai nas mãos da mãe de Joaquim, Maria, que precisa dizer algo porque sabe que o filho não se contentará com um “não sei”. Seja lá o que acontece depois, se as pessoas viram estrelas, se vão pra outro planeta, se vão ou se voltam, a questão é: o que podemos fazer ate lá? Arte e escrita são sementes que plantamos para o futuro? Quem sabe? 

De inspiração filosófica e psicanalítica, apostando na beleza da vida a despeito de sua duração, “As pessoas viram estrelas? Como?” é um livro de sublimações diante (de algumas) das perguntas das crianças.

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