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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

07/04/2017 07:53

Carro de caixeiro viajante, sucesso na década 1960, ganhou super restauração

Muita gente já viu esse carro parado no Centro de Campo Grande

Thailla Torres
Ford Fairlane foi restaurado para continuar muitos anos na família de André. (Foto: Alcides Neto)Ford Fairlane foi restaurado para continuar muitos anos na família de André. (Foto: Alcides Neto)

O carro antigo, agora restaurado, é um velho conhecido de quem passa pela Rua Joaquim Murtinho e já observou na garagem, quase na esquina com a Rui Barbosa, o Ford Fairlane empoeirado e com jeito acabado por conta do tempo.

O modelo antigo foi comprado em 1968, por Antônio Nassar. Libanês que chegou ao Brasil com a família, ainda na infância, ele foi o segundo e único proprietário do carro que nunca deixou de funcionar, até o momento de sua partida.

Hoje, a relíquia está nas mãos do neto, André Nassar Nobre, que recuperou a herança deixada na família. 

Como ele estava antes da restauração. Como ele estava antes da restauração.
E como ficou depois de um ano na oficina especializada. (Foto: Alcides Neto)E como ficou depois de um ano na oficina especializada. (Foto: Alcides Neto)

O avô era um caixeiro viajante conhecido na cidade, também pelo veículo chamativo na época. "É um carro que traz ótimas lembranças à toda família, principalmente, aos filhos, que eram levados pra baixo e pra cima nesta linda relíquia", diz. 

Mesmo gostando de carros, Antônio nunca teve a intenção de trocá-lo por um modelo recente. Chegou a ter um Maverik amarelo, mas o Fairlane parecia amor incondicional.

"Ele vendeu o Maverik posteriormente, mas nunca abriu mão do Ford. Nele fazia tudo e, quando precisava, era ele quem desmontava, trocava peças e pintava dentro de casa", recorda o neto.

Quando seu Antônio partiu, em 2003, o carro foi entregue a uma das filhas que o entregou a André dois anos depois. Com o novo dono longe do Estado, por conta do trabalho, o carro permaneceu durante anos dentro de casa sem uso, até que ano passado, André resolveu levar a herança para a oficina.

"Digo que ele ficou internado por 1 ano numa empresa especializada. Porque a minha intenção é ficar com ele até chegar o momento de presentear o meu filho Benjamim, que hoje está com 1 ano de idade". 

Na reforma, o carro ganhou nova pintura, estofado e restauração da parte mecânica. Mas 95% das peças são originais.

Além dos planos para o filho, são o afeto e as lembranças do avô que fazem do veículo o xodó de André. "Tem um grande significado, meu avô passou muitas vezes para buscar eu e meus irmãos para passear nele", justifica.

Lembrança do avô Antônio ao lado do Ford. (Foto: Arquivo Pessoal)Lembrança do avô Antônio ao lado do Ford. (Foto: Arquivo Pessoal)
Hoje é André que cuida da relíquia com a família. (Foto: Arquivo Pessoal)Hoje é André que cuida da relíquia com a família. (Foto: Arquivo Pessoal)


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