Cimento e flores mantêm casal lado a lado no trabalho há 25 anos
Henrique faz os vasos enquanto Izabel pinta e vende os produtos no negócio simples da família

Henrique Nero da Silva começou a trabalhar com cimento aos 16 anos. Ao longo da vida, passou 4 décadas como empregado e, depois, decidiu seguir por conta própria. Há 25 anos, ganhou uma parceira que já conhecia bem. Depois que os filhos cresceram, Izabel Guilherme da Silva, esposa de Henrique, passou a dividir não só a vida, mas também o trabalho que é o sustento da família desde sempre.
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Henrique Nero da Silva, 64 anos, trabalha com cimento desde os 16 anos e há 25 anos conta com a parceria da esposa Izabel na fábrica localizada na Avenida Gunter Hans, no Jardim Aero Rancho, em Campo Grande. Enquanto ele produz peças como vasos, tanques e manilhas, ela pinta, vende e cuida da mini floricultura. Dois filhos também ajudam no negócio, tornando a fábrica uma história de família.
Os dois têm a mesma idade e se conheceram ainda jovens, aos 25 anos. Moravam em bairros vizinhos, um no Aero Rancho e o outro no Centenário. Namoraram por 5 anos antes de se casar. Enquanto Henrique seguia trabalhando com cimento, Izabel ficou por muitos anos dedicada à casa e às 4 crianças que eles tiveram.
Hoje, aos 64 anos, os dois passam o dia juntos na fábrica simples e na mini floricultura que tem na frente. "É bom trabalhar assim, fica junto o dia todo, é bom", conta Izabel.
Foi ela quem trouxe para o negócio uma área que Henrique não dominava: as plantas. Enquanto ele cuida da produção das peças de cimento, ela pinta, atende os clientes e cuida das flores. "Eu comecei a ajudar ele. Na parte de floricultura ele não entendia. Ele faz, eu pinto e vendo". O espaço não é grande, mas une uma variedade de produtos.
Entre as peças estão vasos, tanques de roupa, manilhas para poço, tijolos, piso tátil, bancos de jardim e de praça. O tanque duplo custa R$ 350, enquanto o triplo sai por R$ 400. As manilhas custam R$ 100 e os vasos variam de R$ 40 a R$ 300, dependendo do tamanho e do modelo.
Izabel também dá vida às peças com tinta. Um dos trabalhos que estava pintando é um cisne de cimento, vendido por R$ 150. Na área de plantas, há espécies como flores do oiti, utilizadas em calçadas, além de opções mais conhecidas do cotidiano, como costela-de-adão e onze-horas. O preço também varia e vai de R$ 8 a R$ 85.
Para Henrique, o cimento é mais do que uma profissão. É a atividade que o acompanha desde a adolescência. Ele desconhece outra profissão. "Meu trabalho eu comecei cedo, só sei mexer nisso, mexo até hoje. Isso é minha fonte de renda".
Depois de trabalhar por cerca de 30 anos para outras pessoas, ele decidiu construir o próprio caminho. E foi quando Izabel entrou de vez no negócio que, segundo ele, as coisas melhoraram.
"Quando minha esposa veio aí, ficou bom." O trabalho também acabou se tornando uma extensão da história dos dois. Dos quatro filhos, um dos homens trabalha na fábrica e é responsável pelas entregas. A filha mais nova também ajuda nas vendas.
Assim, o negócio que começou com Henrique ainda jovem acabou se tornando uma atividade que envolve boa parte da família. Henrique e Izabel continuam dividindo a rotina entre cimento, tinta, plantas e atendimento. E para eles essa é a realidade para o resto da vida.
Confira a galeria de imagens:
"Ao longo desses anos, me sinto feliz. Só fiz isso na vida e vou me aposentar nisso", diz Henrique. Na fábrica, o casal encontrou uma maneira de continuar trabalhando lado a lado, depois de décadas compartilhando a vida. A fábrica fica na Avenida Gunter Hans, nº 3592, no bairro Jardim Aero Rancho.
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