Segundo maior colégio eleitoral, Plínio Barbosa fica vazio durante chuva
Duas horas após abertura das urnas, seção com cerca de 300 eleitores esperados havia recebido apenas 30

O segundo maior colégio eleitoral de Campo Grande começou este domingo (4) com cenário diferente do habitual. Duas horas após o início da votação, a Escola Municipal Plínio Barbosa Martins, no Jardim Macaúbas, estava praticamente vazia.
RESUMO
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Chuva forte esvaziou a Escola Estadual Plínio Barbosa Martins, segundo maior colégio eleitoral de Campo Grande, neste domingo (4). A votação começou às 7h e, às 8h30, não havia filas. Em uma seção com cerca de 300 eleitores esperados, apenas 30 haviam votado. Eleitores ouvidos relataram votação rápida, mesmo com o piso escorregadio. O TRE-MS acompanhava o clima, mantinha medidas de contingência e orientou que ninguém deixasse o voto para o fim do dia.
A votação começou às 7h e, já por volta das 9h, não havia filas nas seções acompanhadas pela reportagem. Em uma delas, onde a equipe espera cerca de 300 eleitores, apenas 30 haviam votado até aquele momento, segundo um mesário.
A chuva começou por volta das 8h e seguia forte uma hora depois. Com pouca movimentação, quem chegava conseguia entrar, votar e deixar a escola em poucos minutos.
Foi o caso de Rosemeire de Sá Cardoso, de 57 anos. Mesmo preocupada com o piso molhado e escorregadio, ela decidiu não adiar o voto.
“Para mim foi muito difícil, mas eu tenho que participar, tenho que estar presente. Principalmente porque esse piso aqui é muito liso. Está um perigo danado, mas eu vim”, contou.

Se em outras eleições Rosemeire já precisou esperar para votar, desta vez encontrou a seção vazia. “Só estava eu, foi rapidão. Normalmente está lotado. Às vezes consigo passar na frente, às vezes não, mas hoje só estava eu.”
Ana Maria da Costa, de 41 anos, mora no Bairro Ramos Tebet, próximo ao colégio eleitoral, mas precisou pegar o carro para enfrentar a chuva.
“Eu ia esperar parar um pouco a chuva para vir, mas tenho compromisso também, então tive que antecipar”, explicou.
Foi a primeira eleição em que Ana Maria precisou sair de casa debaixo de chuva. Nas anteriores, a lembrança era justamente do cenário oposto. “A outra vez era sol quente, aquele calor tremendo”, disse. Entre os dois, ela não teve dúvida: “Muito mais o calor. É mais fácil de chegar.”

O aposentado Cícero Alves, de 57 anos, também chegou e conseguiu votar sem enfrentar fila. Para ele, a chuva não seria motivo para deixar de comparecer.
“Tem que vir. Acho que a gente tem que exercer o nosso direito de cidadania”, afirmou.
Cícero conta que costuma votar em todas as eleições, exceto quando está fora da cidade. Na escolha dos candidatos, diz observar principalmente as propostas e aponta a saúde como uma das áreas que mais pesam em sua decisão.
“A gente vai pela proposta dos candidatos. Acho que é mais a saúde, que está bem precária. É o que mais pesa na hora de escolher o candidato”, disse.
Temporal já preocupava Justiça Eleitoral - A chuva no dia da votação já estava entre as preocupações da Justiça Eleitoral. Antes deste domingo, o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) informou que acompanhava as condições climáticas e mantinha medidas de contingência para possíveis problemas que afetassem a votação ou o acesso dos eleitores aos locais.
A previsão era de chuva em Mato Grosso do Sul, com risco de alagamentos, quedas de árvores e interrupções no fornecimento de energia em algumas regiões. Em Campo Grande, a previsão indicava pancadas de chuva e trovoadas ao longo do domingo.
O TRE-MS também orientou os eleitores a não deixarem o voto para o fim do dia, para evitar a formação de filas perto do encerramento da votação.


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