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Comportamento

Com 7 mil cadastros, clientes ligam todo dia para saber se swing volta

Sedentos por festinha de sexo liberal, campo-grandenses não param de perguntar quando o swing volta, mesmo na pandemia

Por Thailla Torres | 16/09/2020 06:10
A principal festa particular de swing está fechada há 6 meses em Campo Grande.
A principal festa particular de swing está fechada há 6 meses em Campo Grande.

Há seis meses o celular toca todos os dias. Quem atende é o proprietário do swing mais conhecido em Campo Grande, na saída para São Paulo. Nos primeiros segundos ele explica que a casa permanece fechada. Em época de pandemia da covid-19, se engana quem pensa que o campo-grandense dispensaria o sexo liberal e a troca de casais.

A casa segue fechada em virtude dos decretos. Após a liberação de cinemas, clubes, shows e boates com até 50% da capacidade na última segunda-feira (14), Tom, o proprietário, até cogitou retomar a festa particular no próximo sábado, mas o seu negócio não se enquadra nas regras do novo decreto.

“Dentre as medidas de biossegurança há distância de um metro e meio, mas não existe essa distância dentro swing. Esse decreto inviabiliza tanto baladas comuns como a nossa balada específica. Então não vamos reabrir”, afirma o dono.

Tom diz ter mais de 7 mil cadastros em seu sistema de casais e solteiros que curtem um swing em Campo Grande. E eles ligam quase todos os dias.

Sem previsão de reabertura, as festinhas liberais continuam por aí, afirma. “Os casais estão fazendo sociais entre eles. Em Cuiabá, por exemplo, está funcionando normalmente [swing], dentro do toque de recolher, claro.”

Em São Paulo, casas de sexo liberal continuam funcionando e a movimentação não caiu, mesmo com o avanço do novo coronavírus, como mostram reportagens especiais feitas recentemente.

“Tem cidade grande que não tem a balada liberal que Campo Grande tem. Aqui tem grupos independentes que lotam chácaras, por isso, acho que erram em proibir, supõe-se que essas pessoas estão sem fazer nada. Mas aqui teríamos mais controle”, acredita o dono.

Mesmo que haja flexibilização nas regras, Tom diz que só retoma as atividades do swing quando tudo estiver 100% liberado, e ele nem teme pelo recomeço. “Quando for liberado de vez terei meus clientes, afinal são mais de 7 mil insatisfeitos com a falta do swing”, diz confiante.

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