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Campo Grande, Domingo, 19 de Maio de 2019

31/12/2018 07:43

Depois de 12 meses de altos e baixos, qual palavra resume o ano de 2018?

Tatiana Marin
Nuvem de palavras com o mosaico de verbetes usados pelos campo-grandenses para descrever 2018. Nuvem de palavras com o mosaico de verbetes usados pelos campo-grandenses para descrever 2018.

Enfim, 2018 se despede e, para o bem ou para o mal, o ano deixou suas marcas. Pedimos a campo-grandenses que resumissem em uma palavra seus últimos 12 meses. O resultado foi um mosaico de verbetes que vão dos mais tristes aos mais inspiradores.

Para alguns, 2018 foi triste, difícil, tenso! A professora Anita Rosália Resende, de 50 anos, citou as turbulências na economia e na política, o que, para ela, refletiu nas pessoas e fez de 2018 um ano difícil. E, infelizmente, podemos concordar. De mãos dadas com dois filhos, a autônoma Elisângela Nunes, de 38 anos, foi às lágrimas logo ao citar a palavra tristeza e, sem conseguir detalhar, disse que este ano significou a separação de seus filhos.

 

Anita: difícil por conta da política e da economia. (Foto: Henrique Kawaminami)Anita: difícil por conta da política e da economia. (Foto: Henrique Kawaminami)
Elisângela: tristeza pela separação dos filhos. (Foto: Henrique Kawaminami)Elisângela: tristeza pela separação dos filhos. (Foto: Henrique Kawaminami)

A atriz Beth Terras, ícone do teatro de Mato Grosso do Sul, disse que seu ano foi desafiador. “Para mim, em relação a arte, foi um desafio muito grande, tenho escola de teatro, encerramento com festival de esquetes, espetáculos. Foi bacana, mas foi um desafio fazer tudo com o próprio bolso”, avalia. Para ela, os governos precisam investir mais na cultura.

 

A atriz Beth Terras. (Foto: Reprodução/Facebook)A atriz Beth Terras. (Foto: Reprodução/Facebook)

Palavras que inspiram ação diante de dificuldades, luta, desafio e superação, foram citadas por outros. A estudante Chayenne Thais Martins, de 21 anos perdeu a mãe e se viu sem o amparo materno e traduziu seu ano com a palavra luta. “Fiquei sozinha e precisei lutar para conseguir o que desejo”, concluiu. Na mesma linha, a também estudante Abikeila Ferreira, de 21 anos, contou que diante de acontecimentos precisou usar de sua fé para sobrepujar obstáculos e definiu o período com superação.

Chayenne: luta após perda da mãe. (Foto: Henrique Kawaminami)Chayenne: luta após perda da mãe. (Foto: Henrique Kawaminami)
Abikeila: superação pela fé em 2018. (Foto: Henrique Kawaminami)Abikeila: superação pela fé em 2018. (Foto: Henrique Kawaminami)

 Nossa Senhora”, exclamou o músico Jerry Espíndola, ao ser consultado pela reportagem do Campo Grande News. E foi esta expressão que ele escolheu para definir seu 2018. “Que ano doido! Foi um ano marcante na minha vida, porque foi ano muito louco, mas difícil num modo geral e para a música”, descreveu o mais novo dos irmãos Espíndola que também espera apoio do poder público.

Nossa Senhora, exclamou Jerry Espíndola. (Foto: Reprodução/Facebook)"Nossa Senhora", exclamou Jerry Espíndola. (Foto: Reprodução/Facebook)

Talvez seja surpresa, mas para a maioria, 2018 foi motivo de felicidade ou boas resoluções. A promotora de vendas Gabrielle dos Santos, de 20 anos, disse que gratidão resumiu seu 2018. “Em muitos momentos demonstrei e recebi gratidão”, contou. Para o militar do exército Flávio Gomes de Lima, de 26 anos, sinceridade foi o aprendizado do ano. “Estamos sujeitos a errar e errando a gente aprende”, explicou. Em 2018 ainda houve espaço para a experiência de Camille Vitória de Souza em conhecer lugares e pessoas novas e a alegria do casal Marialdo e Maria José Cânepa em visitar filho, nora e neta em um país distante.

Gabrielle recebeu e exerceu gratidão. (Foto: Henrique Kawaminami)Gabrielle recebeu e exerceu gratidão. (Foto: Henrique Kawaminami)
Sinceridade foi o aprendizado de Flávio. (Foto: Henrique Kawaminami)Sinceridade foi o aprendizado de Flávio. (Foto: Henrique Kawaminami)

Além do sucesso que alcançou com a venda da primeira edição do seu primeiro livro fictício, o romance “As Cinzas de Altivez”, a jornalista e escritora Juliana Feliz contou que seu 2018 foi um ano de transição. “Resolvi mudar minha vida e esse ano foi o divisor de águas”, explicou.

Juliana Feliz teve um ano de transição. (Foto: Reprodução/Facebook)Juliana Feliz teve um ano de transição. (Foto: Reprodução/Facebook)

Finalmente, 2018 foi um ano bom para muitos. Acolhida por Campo Grande, a haitiana Marie Ginette, de 33 anos, disse que seu 2018 foi "de boa". Trabalhando como ajudante em um restaurante, ela se considera feliz e deseja o mesmo para a todas as pessoas. Na mesma linha, o comerciante Valdir Bronzoni, de 62 anos, não quis escolher uma palavra e disse apenas que seu ano foi bom. Por que? “Porque estou vivo”.

Um 2018 de boa para a haitiana Marie. (Foto: Henrique Kawaminami)Um 2018 "de boa" para a haitiana Marie. (Foto: Henrique Kawaminami)
Valdir, que não escolher uma palavra: ano bom. (Foto: Henrique Kawaminami)Valdir, que não escolher uma palavra: ano bom. (Foto: Henrique Kawaminami)

Independente de como foi seu ano, experimente a gratidão, busque novas experiências, encare os desafios e viva um 2019 de boa, consigo e com quem está a sua volta. Feliz Ano Novo!



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