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Campo Grande, Domingo, 23 de Setembro de 2018

16/02/2017 07:28

Facebook dá à Suzana e ao irmão Ramón chance de se reencontrarem 62 anos depois

Paula Maciulevicius
Dona Suzana e seu Ramón, colocando o papo de 62 anos em dia. (Foto: Arquivo Pessoal)Dona Suzana e seu Ramón, colocando o papo de 62 anos em dia. (Foto: Arquivo Pessoal)

Dois anos de diferença um do outro. Foi isso que separou durante a primeira década dona Suzana e o irmão Ramón. Mais velho que ela, hoje o senhorzinho tem 76, ela 74 e juntos a dupla tenta recuperar o tempo perdido, depois de separados na adolescência. Paraguaios, Suzana veio embora para Porto Murtinho com 12 anos e nunca mais viu o irmão. O reencontro aconteceu no último sábado, após seis décadas, porque a neta dela conseguiu encontrar o tio-avô pelo Facebook. 

Renata na verdade é casada com o neto de dona Suzana. A jovem de 18 anos acompanhava a angústia da senhorinha e resolveu ajudar. Hoje, a família mora em Aquidauana e o irmão de Suzana, do Paraguai, se mudou para Ponta Porã.

"Essa busca tem muitos anos, mas eu só consegui agora, em janeiro, porque criaram um Facebook para ele", conta Renata Amarilio Gimenez. Os filhos e netos da matriarca também já tinham tentando anteriormente, mas sem sucesso. 

Irmãos foram separados na adolescência. Irmãos foram separados na adolescência.

"Ela veio com uma tia para cá, arrumou serviço e não voltou mais", conta a neta. Em Mato Grosso do Sul, dona Suzana construiu família sem nunca saber como ficaram os parentes paraguaios. "Ela só se lembrava dele, depois a mãe dela até casou de novo e teve outro filho, mas de nome, era só ele", repete Renata. 

O que dona Suzana pedia era para localizar o irmão, a esperança de encontrar a mãe ainda viva, ela já não tinha mais. No Facebook, Renata conta que procurou e encontrou seu Ramón, mas percebeu que ele pouco acessava as redes sociais. "Quem criou a conta foi um dos filhos, eu entrei no perfil e fui convidado todo pessoal que tinha o mesmo sobrenome, até que um genro dele me respondeu", relata. 

Eles trocaram telefone e colocaram os dois na linha para se falar. "Mostrei a foto dele para ela, achei os dois muito parecidos. Ela meio que não acreditou, mas conversando com ele, as informações sobre a mãe batiam", narra Renata. 

Dona Suzana está emocionada até agora. O irmão, Ramón estava de malas prontas para levá-la ao Paraguai, em Assunção, onde está boa parte de família. 

E se reencontraram agora, no último sábado. E se reencontraram agora, no último sábado.

"Foi muito bom, fazia muitos anos que eu não o via. Desde que vim embora com a minha tia", conta Suzana Ricardi, de 74 anos, por telefone. "Eu esperava minha mãe viva para vê-la", completa.

Era um sonho da avó, que foi realizado e trouxe uma alegria ao rosto da velha senhorinha. Renata, que acompanhou toda visita conta que foi emocionante de ver. "A família toda ficou feliz, a gente já não estava mais acreditando que pudesse acontecer", diz. 

Foi de carona com um conhecido que seu Ramón chegou a Aquidauana. "A única coisa que ele dizia para ela: 'por que você fugiu de mim?'" repete Renata. 

Os dois relembraram muita coisa da infância, dos tempos que passaram juntos. "Fazia 62 anos que eu não via ela. E procurei em cidades como Porto Murtinho e não achei. Depois procuramos em Ponta Porã também", conta seu Ramón Tória Ricardi, de 76 anos. 

"É uma emoção muito grande. Eu tinha medo de morrer e não a ver". Abaixo, acompanhe o vídeo gravado pela família do reencontro:

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