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Comportamento

"Fadinha" Rayssa é esperança de iniciantes para arrasar no skate

Campo-grandenses iniciantes da mesma faixa etária de Rayssa se dizem inspiradas pela jovem atleta

Por Bárbara Cavalcanti | 26/07/2021 22:40
Luna, filha de Anderson Lima, é uma das campo-grandenses que se diverte no skate. (Foto: Reprodução Redes Sociais)
Luna, filha de Anderson Lima, é uma das campo-grandenses que se diverte no skate. (Foto: Reprodução Redes Sociais)

Hoje, o nome Rayssa Leal foi um dos assuntos mais comentados no Brasil. E não é por pouco, pois com a conquista da medalha de prata ela é a atleta mais jovem da história a conquistar uma medalha olímpica para o país.

O skate ainda é mais voltado à prática da diversão em Campo Grande e no restante do estado. Mas o exemplo de Rayssa já serviu de inspiração para algumas das campo-grandenses que ainda estão no começo e que são da mesma faixa etária da jovem atleta.

"Moon" em uma de suas manobras no skate. (Foto: Arquivo Pessoal)
"Moon" em uma de suas manobras no skate. (Foto: Arquivo Pessoal)

Uma delas é Sabrina Queiroz, de 13 anos, mais conhecida entre as amigas como “Moon”. Ela começou a andar de skate com 11 anos de idade e diz que a prática lhe faz bem e dá a sensação de que “uma chama se acendesse” dentro dela.

De início, a prática causou apreensão na mãe, que temia que Sabrina se machucasse e também porque ela não conhecia ainda outras meninas que também andavam de skate, situação que hoje mudou já que ela encontrou companhia de outras garotas.

“Quando ganhei meu primeiro skate eu só ficava andando em casa e aprendendo equilíbrio e coisas básicas pela internet. Foi depois que comecei a conhecer outras garotas que andavam de skate que realmente comecei a me empolgar e a treinar e aprender junto com elas. Pois no skate a gente se ajuda e aprende junto, uma ensina a outra”, explicou.

Sobre Rayssa, “Moon” diz ser sua principal inspiração. “A Rayssa é simplesmente incrível e ela foi maravilhosa nas Olimpíadas”, comentou.

Heolísa, ou “Cruella”, como é conhecida entre os amigos, tem 14 anos. Ela começou recentemente, no começo do ano, a andar de skate. Diz já ter ouvido que skate é coisa de menino, além de pessoas duvidando de sua capacidade.

Heloísa ainda está no começo, mas sonha em um dia poder ser profissional no skate. (Foto: Arquivo Pessoal)
Heloísa ainda está no começo, mas sonha em um dia poder ser profissional no skate. (Foto: Arquivo Pessoal)

“Eu já sabia um pouco de como andar de skate no início, aí com o tempo fui aprendendo mandar as manobras, tudo questão de prática. Eu quero mesmo é me torna profissional, concorrer a campeonatos nacionais e internacionais. No início era mais um hobby mesmo, mas agora eu pretendo evoluir para um dia ser profissional”, declara.

A mãe dela, a coordenadora psicológica Eileen Lopes, reforça que a filha tem todo apoio e incentivo dos pais em questões de esporte.

“Gostamos que ela tenha um olhar não somente como um entretenimento mas algo que possa ser realizado com dedicação, e isso em tudo que incentivamos ela a fazer. Não sei se mais para frente ela será uma atleta ou não, mas desejo que as  experiências possam proporcionar à ela conhecimento de vida, de juventude e bem estar”, expressa.

Dafne Moreira de Lima de 10 anos declara que ama andar de skate e que Rayssa também é uma inspiração para ela. “Eu amo andar de skate, porque é uma coisa que eu faço de melhor e dá uma sensação ótima. Eu pretendo ser atleta igual a Rayssa. Eu me inspiro muito nela e acho ela é uma pessoa muito perfeita”, declarou.

O pai de Luna, o palhaço e produtor cultural Anderson Lima, de 42, diz que eles não chegaram de acompanhar a Rayssa, mas que se coloca como apoiador dos sonhos dela, sendo um destes atualmente se divertir com o skate. Ele relata que Luna sempre pedia um skate. Com o tempo, depois que ela aprendeu a se equilibrar e ficar mais firme, ele a levou para uma pista.

“Ficamos o dia todo no Parque das Nações e ela começou a descer as rampas, sem medo e mostrando segurança. Leva muito jeito e eu como pai, penso que tenho que me colocar como um apoiador aos sonhos dela. Então tenho que fazer uma agenda para levá-la às pistas, deixar ela em contado com o que ela gosta. Ela fala que o skate deixa ela livre”, comentou.

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