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Campo Grande, Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018

21/02/2018 07:53

Febre coaching chegou até ao mercado sensual que hoje tem o "sex coach"

Em Campo Grande, Josi Braga ajuda a salvar casamentos, apimentando a relação e auxilia mulheres e homens a se descobrirem

Thaís Pimenta
Josi Edgard Braga trabalha como sex coach há 3 anos em Campo Grande, além de ser proprietária de um sex shop. (Foto: André Bittar)Josi Edgard Braga trabalha como sex coach há 3 anos em Campo Grande, além de ser proprietária de um sex shop. (Foto: André Bittar)

Um setor que não para de crescer. Entre sérios e oportunistas, o universo do coaching soma milhares de profissionais pelo mundo afora. O que pouca gente sabe é que a febre atingiu até o mercado erótico com os "Sex Coach". Há 3 anos, Josi Edgard Braga, de 33 anos, é uma delas, levada pela necessidade de atender de forma mais personalizada os clientes que entram em seu sex shop.

Ela tem experiência nessa área há 14 anos, pós-graduação em educação sexual, e já sentia que as pessoas tinham necessidade de não apenas comprar um produto: ia muito além disso. "Muitas vezes as pessoas vão a loja com mais diversos tipos de problemas, tanto no relacionamento como na área sexual. Então surgiu o interesse em como poder melhorar esse atendimento e fazer a diferença na vida dessas pessoas".

Josi explica que muitas pessoas chegam até ela sem nem saber identificar qual o problema exato pelo qual está passando. "Dependendo do caso eu encaminho a pessoa para o profissional correto, ou seja, para o ginecologista, psicólogo, urologista ou fisioterapeuta pélvico", diz.

Ser coach modificou até mesmo a forma como Josi passou a lidar com os clientes que chegavam em seu sex shop - e olha que ela é também publicitária! "A partir do momento que você identifica o problema da pessoa pode indicar o produto mais correto, não apenas vender por vender. Coisas que já vi, por exemplo, uma mulher na menopausa com problema de lubrificação entrar na nossa loja e mostrar o que comprou em outro lugar, um gel adstringente que contrai a musculatura da vagina, quando na verdade ela necessitava apenas de um bom lubrificante".

Mulheres são a grande maioria das pessoas que procuram pelo serviço de sex coach, e Josi tem uma explicação muito plausível pra isso. "Por muito tempo era 'feio', considerado até 'sujo' uma mulher se interessar ou gostar de sexo e ainda hoje é sentida essa repressão. O resultado disso são mulheres que não se conhecem, não se sentem a vontade com o sexo e precisam de ajuda profissional pra voltar a se enxergar de forma positiva". Mas isso, de acordo com ela, tem melhorado, tanto é que são elas as maiores consumidoras de produtos eróticos.

Além delas, outra parte de seus clientes são casais com o matrimônio "esfriando" por causa do longo tempo de relação, ou algum ressentimento do passado. "Na mesma quantidade, tenho mulher que sofrem com a ausência de orgasmo e baixa da libido. Já os homens procuram retardar a ejaculação e melhorar no desempenho".

Casamentos falidos, pra ela, não existem - ao menos nunca chegaram até Josi. "Quando eu recebo um casal que está querendo ajuda é porque ainda rola uma conexão que eles não querem perder. Você melhora a energia sexual do casal outras áreas desse relacionamentos tendem a evoluir também.Aqui as pessoas acabam descobrindo o que essa energia sexual pode fazer por suas vidas e relacionamentos".

Como uma coach trata esses problemas? Cada caso é um caso mas existem recomendações de produtos específicos que podem ajudar no processo. Ou, as vezes, uma conversa dentro de um atendimento pessoal, com um olhar de quem está de fora, é suficiente. "Temos também cursos de pompoarismo com uma fisioterapeuta pélvica, não apenas voltado para a parte sexual mas também para a saúde, para melhorar incontinência urinária e fortalecer o assoalho pélvico", finaliza ela.

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