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Campo Grande, Sexta-feira, 23 de Junho de 2017

17/02/2017 07:46

Juntos desde a infância, fotos mostram que era destino o amor de Geninha e Chico

Paula Maciulevicius
No aniversário do irmão dela, casal já aparecia em fotos quando crianças. (Foto: Arquivo Pessoal)No aniversário do irmão dela, casal já aparecia em fotos quando crianças. (Foto: Arquivo Pessoal)

O destino de Geninha e Chico foi traçado antes mesmo da maternidade. Com as famílias amigas, era frequente os encontros dos dois. Ainda crianças, as fotos mostram aniversários juntos, entre tantos almoços compartilhados na mesinha azul, lembrança da infância do casal que hoje arrisca palpitar com quem a filha que está a caminho, Ana Vitória, vai se parecer.

"Nossa história começa antes da gente nascer. Sempre tivemos contato, só uma época que nos distanciamos e quando nos encontramos, foi para ficar junto mesmo", conta a psicóloga Genilaine Cristina de Araújo, de 37 anos.

O tio de Geninha se casou com uma prima de Chico e quando jovem, a mãe do rapaz foi morar com o casal. Os laços se estreitaram ali e nunca mais se desfizeram. "Morávamos em Nova Andradina e eu lembro dessa minha tia, prima dele, que ela tinha uma mesinha azul onde as crianças comiam. Ele era muito brincalhão, ficava pegando coisa do meu prato", recorda. Os dois sempre foram próximos também pela idade, são seis meses que separam Chico de Geninha.

Geninha recorda das brincadeiras de Chico quando menino e tem certeza de que era para ser ele. (Foto: Marcos Ermínio)Geninha recorda das brincadeiras de Chico quando menino e tem certeza de que era para ser ele. (Foto: Marcos Ermínio)

"A lembrança que eu tenho da nossa infância é essa, da gente brincando e depois já adolescente, quando mantínhamos contato pelo MSN", relata. A ansiedade existia antes mesmo dela descobrir que era amor. "Eu chegava da faculdade e ia entrar para falar com ele", conta. 

Para ele, também bate forte a recordação de almoços e o quanto eles bagunçavam juntos. "Desde que me conheço por gente, conheço a Geninha e mesmo sem intenção, a gente sempre manteve contato, até que um dia, Deus providenciou ela para mim", completa o corretor de imóveis, Francisco Alves Neto, de 38 anos.

Durante adolescência e no início da fase adulta, era pela internet que eles conversavam e até trocavam ligações. Geninha já morava em Campo Grande e Chico estava em São Paulo. Quando estiveram na mesma cidade, por ironia do destino, foi o tempo em que justamente ficaram mais afastados. "Acho que não era hora certa ainda", acredita ela. 

Em 2008, quando Chico se mudou para Corumbá, os dois não imaginavam que se reencontrariam. E o que aconteceu foi de forma muito natural, envolvendo as mesmas famílias que os uniram lá atrás.

Os dois conviveram na infância e depois se reencontraram, para valer, em 2008. (Foto: Marcos Ermínio)Os dois conviveram na infância e depois se reencontraram, para valer, em 2008. (Foto: Marcos Ermínio)

"No final daquele ano, nos encontramos junto com toda família. Todo ano, nós vamos ao hotel do meu tio, em Campo Verde, no Mato Grosso e aí foi para ficar para sempre. Eu nem sabia que ele estaria lá", conta a psicóloga.

Ele também não sabia que Geninha estaria no encontro anual. "Quando eu vi meu cunhado, pensei: 'gente, eles vieram... Ela está aqui'. E lá aconteceu o que muitas vezes não tinha acontecido, a gente ficou mais íntimo, porque até então era sempre sem intenção", descreve Chico.

Logo na sexta-feira, do início do final de semana da reunião, a luz acabou e Francisco, brincalhão como sempre, iluminou o pedaço de bolo que Geninha comia para que ela pudesse terminar a fatia. "Ele dizia:' vou dar à luz aqui para você' e nós começamos a conversar e nos conectamos ali. Desde aquele dia, não nos largamos mais", resume.

O ano de 2009 chegou e eles ficaram noivos em julho. De namoro mesmo, foram quatro meses e em julho de 2010, eles se casaram. Os dois tinham tanta certeza disso que ninguém da família se opôs ou sugeriu que aguardassem um pouco mais.

Mais uma deles pequenininhos. (Foto: Arquivo Pessoal)Mais uma deles pequenininhos. (Foto: Arquivo Pessoal)

"Ele fala que sempre me amou e eu sempre achei ele muito bonitinho. Os nossos outros relacionamentos não deram certo, porque era para a gente dar certo. E nós nos damos muito bem, passamos por períodos difíceis", descreve ela.

O casal que hoje brinda a felicidade da gravidez de Ana Vitória, perdeu duas gestações anteriores. Na última delas, Geninha quase morreu por conta de uma hemorragia. "E ele estava do meu lado o tempo todo, parceiro mesmo", agradece.

Testemunha de todo este amor, a mãe de Geninha, Zeula Bauermeister de Araújo, de 72 anos, fala que nunca imaginou. "Eles cresceram, se distanciaram um do outro, mas nunca ficaram sem notícias. Parece que toda a vida um estava esperando o outro. É uma coisa tão linda e recíproca", enxerga.

Ao verem as fotos deles pequenos, Chico não tem dúvidas. "Se não fosse para ser, não íamos ter tido todo esse contato ao longo dos anos. Eu falo para ela: sempre te amei, desde sempre. Era para ser. E além de uma esposa, ela é uma amiga", se declara. 

A futura mamãe sente a ternura brotar do peito até os olhos. "Me enternece o coração, vejo que é algo que Deus foi escrevendo. As nossas famílias já tinham esse contato e este encontrou foi preparado bem antes. Tinha que ser ele, não me via casada com outro". 

Ana Vitória nasce em julho, mesmo mês de aniversário de noivado e casamento dos pais. "Fruto de um amor tão verdadeiro, tão genuíno. Um sonho que a gente estava esperando há tanto tempo", descreve Geninha.

E juntos, nas fotos, eles se perguntam: 'será que vai parecer mais com você'? 

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Ana Vitória nasce em julho, mesmo mês de aniversário de noivado e casamento dos pais. (Foto: Marcos Ermínio)Ana Vitória nasce em julho, mesmo mês de aniversário de noivado e casamento dos pais. (Foto: Marcos Ermínio)



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