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Campo Grande, Sexta-feira, 21 de Setembro de 2018

12/03/2017 07:10

Lais vai eternizar no corpo aves do Pantanal e começa cobrindo bruxa com tucano

Thailla Torres
Tucano foi o último desenho no corpo da empresária. (Foto: Marcos Ermínio)Tucano foi o último desenho no corpo da empresária. (Foto: Marcos Ermínio)

Mais de 15 e menos de 20, é a conta que Lais Lunardon, de 39 anos, faz das tatuagens no corpo. A figura de uma amiga, a poesia de Clarice Lispector e desenhos coloridos foram eternizados. Agora é o significado da família e a forte ligação com o Pantanal que estão virando traços no corpo.

A mais recente delas é um tucano feito nas costas, para cobrir um desenho antigo feito na adolescência. O resultado impressiona pela perfeição. Ninguém imagina que sob a ave estavam duas outras tatuagens. 

"Essa é a terceira. Primeiro eu fiz uma tribal, depois veio a bruxa e por fim o tucano. Quando eu era mais nova, a gente tinha entre amigos costume de rituais da lua cheia, conversava sobre bruxas e acabei fazendo essa tatuagem. Só que hoje eu não me identificava mais", explica Lais.

Lais conta que vai cobrir o corpo com bichos do Pantanal. (Foto: Marcos Ermínio)Lais conta que vai cobrir o corpo com bichos do Pantanal. (Foto: Marcos Ermínio)

Ela diz que nunca se arrependeu de algum desenho, mas o tempo faz com que os traços ganhem novos significados na vida. "A gente até fica triste de tampar, porque você tem amor pela tatuagem. Apesar de achar o desenho bonito, sei que hoje não faz mais parte de mim".

A cobertura com o tucano, feita pelas mãos do tatuador Luiz Otávio, durou cerca de três horas. E agora é mais uma que tem significado importante para a história de vida da família. "Gosto muito de natureza e a minha vida sempre foi muito ligada ao Pantanal por conta da minha família. Meus pais tinham fazendas e eu passava meses naquela região. Então, é algo que eu me identifico muito", conta. 

Por enquanto, só os pássaros foram surgindo no corpo de Lais, mas em breve, até uma piraputanga será tatuada. "Quero fazer tudo do nosso Pantanal, ainda falta fazer a garça e o tuiuiú, mas quero mesmo é cobrir o meu corpo com todos os bichos possíveis.

(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)
(Foto: Marcos Ermínio)(Foto: Marcos Ermínio)

A primeira tatuagem, Lais fez aos 17 anos com autorização dos pais. Na época, poucos amigos tinham e ela era sempre uma referência na turma. "Imagina, há quase 20 anos atrás eu que já gostava de tatuagem, todo mundo olhava e dizia: é aquela tatuada. Então, eu fui pegando gosto cada vez mais pelos desenhos". 

Apesar de usar cada vez a criatividade para registrar emoções e sentimentos na pele, tatuagem para Lais também é beleza. "Eu acho bonito, tanto em mim e como em qualquer outra pessoa. É como colocar um brinco, eu remo, faço academia e esportes, mas não tiro o meu brinco para nada. A tatuagem é a mesma coisa, não abro mão".

E Lais ainda precisa ter paciência para conseguir fazer todos os desenhos. "Eu sou doadora de sangue, mas eles pedem que depois da tatuagem, eu espere um ano até doar sangue novamente. Então tatuagem acaba sendo só de ano em ano para que eu não deixe de doar".

As tatuagens começaram pela beleza, mas hoje fazem refletir em Lais a vontade de sempre estar ligada a natureza. "Essa é a história de ligação da nossa família. Sou nascida e criada em Mato Grosso do Sul e admiro muito toda essa beleza que nós temos, então sei que isso sim faz parte de mim pro resto da vida", afirma.

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Antes de cobrir a bruxa com o tucano. (Foto: Arquivo Pessoal)Antes de cobrir a bruxa com o tucano. (Foto: Arquivo Pessoal)
Ligação com a natureza foram eternizados na pele. (Foto: Marcos Ermínio)Ligação com a natureza foram eternizados na pele. (Foto: Marcos Ermínio)


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