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Comportamento

Mecânico acredita na honestidade e libera café fiado no semáforo

Leandro até leva calote, mas aprendeu a lidar com isso e prefere confiar nas pessoas

Por Clayton Neves | 21/03/2026 07:15

Antes do sol nascer em Campo Grande, o mecânico Leandro Oliveira, de 24 anos, já está de pé, com garrafas térmicas na mão e foco para ganhar dinheiro extra no semáforo. Duas horas antes de começar o expediente formal, ele vai para um ponto estratégico da Avenida Júlio de Castilho vender café a R$ 2 para quem passa.

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Mecânico de 24 anos encontrou uma forma criativa de aumentar sua renda vendendo café a R$ 2 em um semáforo de Campo Grande. Leandro Oliveira acorda às 5h e trabalha por duas horas antes de iniciar seu expediente formal, vendendo até quatro garrafas térmicas por manhã. Com um investimento inicial de R$ 300, ele conquistou a confiança dos clientes permitindo que paguem depois, se necessário. Sua história ganhou repercussão nas redes sociais, saltando de 40 para mais de mil seguidores, com vídeos alcançando 20 mil visualizações.

Além do preço acessível, a confiança é um detalhe que chama atenção. Quem não tem dinheiro na hora pode levar o café e pagar depois, ou em alguns casos nem pagar. “Posso até levar calote, mas é só R$ 2”, diz. Segundo ele, a maioria volta, acerta a conta e ainda ajuda divulgando o trabalho.

A ideia do cafézinho no sinaleiro surgiu do hábito de observar. Durante um almoço com um amigo, Leandro conta que não conseguia parar de fazer contas enquanto analisava o movimento ao redor. Dias depois, já na porta do trabalho, voltou a reparar no fluxo de carros parados no semáforo. Foi ali que teve o estalo. “Passava muito carro e decidi que precisava tentar”, lembra.

Mecânico acredita na honestidade e libera café fiado no semáforo
Antes mesmo do sol nascer, Leandro já se prepara para vender cafézinho a quem passa. (Foto: Arquivo Pessoal)

Mesmo com apenas R$ 300 na conta, dinheiro que deveria durar o mês inteiro, ele resolveu arriscar. Comprou quatro garrafas térmicas, café, açúcar e copos, e contou com a ajuda da mãe para começar.

“O primeiro dia não foi fácil. O café ficou doce demais e vendi só duas garrafas. Mas não desisti”, conta. No dia seguinte, ele ajustou a receita, entendeu melhor o gosto dos clientes e persistiu. Hoje, já vende até 4 garrafas por manhã e, em alguns dias, não sobra nada.

A rotina é puxada. Leandro acorda por volta das 5h, começa a vender às 5h30 e segue até 7h30, quando precisa sair correndo para assumir o trabalho como mecânico. A jornada é de segunda a sábado e ele não para nem com chuva. “Esses dias estava chovendo e eu achei que não ia vender nada, mas foi justamente quando vendeu mais rápido”, destaca.

Mecânico acredita na honestidade e libera café fiado no semáforo
Diariamente, mecânico chega a vender até quatro garrafas de café. (Foto: Arquivo Pessoal)

O movimento também cresceu nas redes sociais. Em poucos dias, Leandro saiu de cerca de 40 seguidores para mais de mil, com vídeos que já ultrapassam 20 mil visualizações. O apoio vem de amigos, clientes e até desconhecidos que passam pelo local. Alguns, inclusive, já saem de casa contando com o cafezinho dele. “Muita gente fala que já passa confiando que eu vou estar vendendo”, detalha.

O ponto de venda fica na Avenida Júlio de Castilho, quase esquina com a Avenida Noroeste. De segunda-feira a sábado, Leandro está no local das 5h30 às 7h30.

Mecânico acredita na honestidade e libera café fiado no semáforo
Cada dose de café custa R$ 2 e vai nas versões amargo e com açúcar. (Foto: Arquivo Pessoal)

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