Novas pegadas de dinossauros levam a histórias de 150 milhões de anos
Paleontólogo identificou registros de até 24 cm e confirmou achados feitos por moradores da região
Novas pegadas de dinossauros com milhões de anos foram encontradas em Nioaque, município a cerca de 180 quilômetros de Campo Grande, velho conhecido pela riqueza paleontológica. As marcas foram localizadas por moradores e identificadas durante uma visita do paleontólogo Henrique Zimmermann ao município.
A região já é conhecida pelos registros de pegadas desde a década de 1980. Durante a passagem pelo local, Henrique percorreu diferentes pontos para conferir as marcas já estudadas e também conhecer novos achados feitos pela população.
“Eu fui para ver esses registros que são conhecidos e ver também novas pegadas que o pessoal está encontrando”, explica.
As marcas têm aproximadamente 150 milhões de anos e aparecem em diferentes áreas de Nioaque sem um ponto único de concentração. Segundo o paleontólogo, os registros já estudados estão espalhados por pelo menos seis locais, além das novas áreas identificadas.
“As pegadas apresentam tamanhos e formatos diferentes, mostrando que são espécies diferentes. As que observei medem entre 12 e 24 centímetros de comprimento, do calcanhar até a ponta dos dedos”, detalha.
Parte dos registros que chamou a atenção durante a visita foi descoberta pelos próprios moradores. Henrique confirmou que as marcas apresentadas a ele realmente correspondem a pegadas de dinossauros.
Apesar da identificação, o paleontólogo explica que ainda não foi feito um estudo detalhado de cada uma delas. “Como foi uma visita mais no intuito de fazer divulgação científica, eu não fiz o estudo das pegadas”, conta.

A próxima etapa será organizar uma nova visita, desta vez com uma equipe de paleontólogos. A intenção é analisar as marcas com mais detalhes e buscar informações sobre os animais que passaram pela região.
Para o paleontólogo de Brasília, os registros de Nioaque são importantes porque ajudam a ampliar o conhecimento sobre a presença de dinossauros no Brasil.
Ele explica que pegadas de dinossauros são especialmente conhecidas em estados como São Paulo e Paraíba. “Ter registros em Mato Grosso do Sul permite comparar diferentes regiões e entender melhor como esses animais ocupavam o território”, pontua.
Com os novos achados, Nioaque pode ampliar ainda mais o conjunto de registros conhecidos na região. “Isso é um material muito precioso para o conhecimento científico desses animais”, finaliza.
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