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Comportamento

Nem o fanático mais famoso de MS acredita no fim do mundo

Por Ângela Kempfer | 11/12/2012 12:22
Comunidade levantada por Urandir em Corguinho. (Foto: Ubirajara Martins)
Comunidade levantada por Urandir em Corguinho. (Foto: Ubirajara Martins)
Urandir, em entrevista ao Campo Grande News em 2011.
Urandir, em entrevista ao Campo Grande News em 2011.

O quem vem dele é sempre ouvido com desconfiança, pelo tom exagerado e o conteúdo polêmico. Mas apesar de devaneios esotéricos, nem o “paranormal e ufólogo” Urandir Fernandes de Oliveira acredita que o mundo vai acabar em 2012, em dez dias precisamente.

“O mundo não acaba neste ano e nem vai acabar tão cedo. Como disseram também que o mundo acabaria em 1999 e 2000 e nada aconteceu. Nós não acreditamos que o mundo irá acabar, mas sim que passará por algumas transformações”, lembra.

O homem que diz ver e conversar com ETs construiu uma comunidade em Corguinho, “sob a orientação dos extraterrestres”: o Projeto Portal. Agora, evolui para uma cidade feita de túneis subterrâneos como refúgio, caso alguma catástrofe assole o mundo.

Hoje, é quase impossível conversar com Urandir. São vários assessores até chegar nele e o contato é dificultado ao máximo. Mas em publicações criadas por ele ou por seguidores, o "estudioso" tem comentado com frequência as previsões, como na Ufotvonline, onde disse, inclusive, que um dos ETs vai intervir e “trabalhar o sol” em dezembro, evitando maiores danos à Terra.

“O Sol está muito agitado, com isso Rankstar (o ET) trabalhará mais uma vez o Sol no dia 17 de dezembro. Se apontarmos nosso telescópio para o Sol poderemos registrar a nave do Rankstar trabalhando”, prega.

Por isso Urandir acredita em dezembro de 2012 como tempo importante para a humanidade, também pelo “realinhamento” do cosmos, que ocorre a cada 5 mil anos, o que deve representar anos turbulentos pela frente, a partir de janeiro de 2013, declara o paranormal.

“Uma espécie de fuligem de origem desconhecida já está surgindo no céu que prejudicará nosso sistema respiratório e também o processo de fotossíntese das plantas e agregada a ela algumas anomalias climáticas que irão durar até 2016. Com isso teremos uma diminuição das colheitas em 70% o que encarecerá bastante o preço dos produtos agrícolas. Teremos essa deficiência por dois ou três anos, por isso é importante o armazenamento de alimentos”, recomenda.

Em outubro deste ano,ele propagava cautela nos dias destacados pelo calendário Maia. “Eu não vou viajar e nem viajaria de avião nos dias 20, 21 e 22 de dezembro, independente se irá acontecer ou não. São três dias muito falados e realmente coincidem matematicamente com os vários ciclos e períodos que a Terra já passou e se encontrou em uma posição desfavorável em relação às anomalias do universo. Então não vamos abusar da sorte”.

Mas depois de um “novo encontro” com os gurus extraterrestres, na madrugada do dia 3 de novembro em Minas do Camaquã/RS, ele diz que as informações foram atualizadas pelas 49 raças que habitam o planeta e não é preciso tanta cautela.

“Nos dias 21 e 22 de dezembro não acontecerá nada de bombástico, sendo que quatro dias antes poderão aparecer sinais no céu e à medida que os dias passarem a situação se agravará cada vez mais, será gradativo nos próximos seis anos. Não haverá perigo de viajarmos de avião nestas datas”, corrige.

Sobre o mesmo assunto, um dos mais comentados da semana no mundo todo, é claro que é difícil encontrar alguém que acredite no fim em 12 de dezembro.

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