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Campo Grande, Terça-feira, 25 de Setembro de 2018

26/03/2017 07:25

Por um bom anúncio de cursinho na década de 1990 valeu até aventura no céu

Lenilde Ramos
Na foto, os três paraquedistas da época. Na foto, os três paraquedistas da época.

Essa história aconteceu no começo dos anos 1990, quando eu trabalhava na Missão Salesiana. Precisávamos divulgar o vestibular do Colégio Dom Bosco e meu brainstorm deu nessa frase: "Não caia de paraquedas nesse vestibular. Faça o cursinho do CDB".

A ideia era que um paraquedista saltasse no pátio do colégio. Procurei o amigo Luizinho, que concluiu ser arriscado saltar num alvo no centro da cidade, com árvores e rede elétrica.

Escolhemos, então, o campo do aeroporto Teruel, de onde o voo teria mesmo que sair, depois a edição resolveria o resto. Levei dois cinegrafistas para acompanhar as coisas em cima e embaixo.

O aviãozinho minúsculo tinha só dois bancos e não tinha porta, só aquele buracão cheio de vento. O cinegrafista resolveu botar fé no cinto de segurança, com toda a coragem que Deus lhe deu, para se esticar ao máximo e filmar o salto... só que... com uma condição.

Olhou pra mim e o olhar dele queria dizer exatamente isso: "Cara Lenilde, realmente eu fui doido em aceitar essa doideira que você inventou e não vou fazer isso sozinho". O olho disse e a boca falou: "Só subo se você subir também". Tentei argumentar: "Não tem banco pra mim..." O piloto, doido pra resolver o serviço, respondeu: "Não tem problema. Eu amarro você no banco do cinegrafista".

Nada como provar da própria criatividade. Sentei no piso do aviãozinho, me amarraram e subimos. Demos uma volta pra filmar o colégio, fazer uns takes da cidade e preparar o salto. Ui... ui... ui... nessa hora o aviãozinho ficou de banda e a lei da gravidade agiu.

Foi só uma escorregadinha, mas meu irmão... sentir na pele aquele buracão cheio de vento, não querendo imaginar que a corda podia arrebentar... Que cagaço! Respirei fundo e o Luizinho saltou.

Mais uma volta e aterrissamos, Que alívio! "Uai, vocês não vão me desamarrar???". O cinegrafista respondeu: "Não senhora! Melhor fazer mais uma pra garantir". E lá fomos de novo. "No próximo vestibular, penso em uma coisa mais fácil..." 



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